'Actas da Camara da Villa de São Paulo - 1596-1622. Publicação Official do Archivo Municipal de S. Paulo, vol. II - 01/01/1915 Wildcard SSL Certificates
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Autor/fonte: Arquivo Histórico Municipal (SP)
Actas da Camara da Villa de São Paulo - 1596-1622. Publicação Official do Archivo Municipal de S. Paulo, vol. II

    1915
    Atualizado em 30/12/2025 23:33:22



Fontes (0)


Termo feito hoje, dezesseis dias do mês de dezembro, de como os oficiais da câmara se reuniram nesta casa do conselho, por ser dia de obrigação.

Aos dezesseis dias do mês de dezembro do ano de mil e seiscentos e seis, veio a esta câmara Clemente Álvares registrar algumas de suas marcas de gado, para serem guardadas na caixa da câmara e para que se fizesse traslado nos livros da câmara.

E logo chegou uma carta da câmara dos oficiais da vila riqua, dirigida aos oficiais da câmara desta vila de São Paulo. Indo o escrivão João Vieira a lê-la, por mandado do ouvidor, carta esta que o reconduzia ao exercício de seu cargo, tomou-a o juiz Domingos Roiz da mesa e saiu pela porta afora com a dita carta na mão.

E os oficiais, por tal desacatamento, lhe mandaram, por mim escrivão, sob pena de seis mil réis — destinados ao acusador e à Bula da Santa Cruzada — que entregasse a carta logo copiada.

E, impondo-lhe o escrivão a dita pena, tomou-me o dito juiz para me prender e me levava para a cadeia; e logo saíram da câmara onde estavam os oficiais e me tiraram da mão do dito juiz, que pretendia prender-me somente por eu notificar que entregasse a dita carta, a qual vinha da vila rica.

E eu, escrivão, a quem del-rei, notificava que me prendia o dito juiz Domingos Roiz por eu cumprir mandado dos oficiais, a saber: o vereador Álvaro Neto e Luís Fez, seu parceiro, e o juiz Antônio Roiz, e o procurador Francisco de Siqueira, digo, procurador do conselho.

E, para verdade, se assinaram comigo, escrivão, hoje dezesseis do mês acima dito, do ano de mil e seiscentos e seis.

João Vieira Sarmento — Álvaro Neto — Luís Fez — Francisco de Siqueira — Antônio Roiz. [p. 171]

Registo de roias de quelemente ai-veres.

Ata da vila de São Vicente, em que o capitão e governador por Sua Majestade, o senhor Lopo de Sousa, estando a fazer câmara, os vereadores desta dita vila — a saber, Álvaro Neto, vereador, e seu parceiro Luís Fez, e o juiz Antônio Roiz, e o procurador do conselho Francisco de Siqueira — logo perante ele apareceu Clemente Álvares, morador nesta vila, por ele dito aos ditos oficiais e declarado que vinha manifestar certas minas que tinha descoberto de veios, sendo uma de manta de ouro.

A saber, os lugares: primeiramente, a de manta em Jaraguá, ao sopé da primeira serra que se sobe quando se vai de São Paulo para Jaraguamirim; fica a dita mina no derradeiro ribeiro, num braço dele, à banda direita quando se vai pelo caminho ao nascente.

Mais outra mina da outra banda de Jaraguamirim, de veio, num ribeiro grande, correndo a rumo de norte a sul, pouco mais ou menos.

E assim mais outra no limite de Parnaíba, ao sopé da primeira serra grande, indo de Parnaíba à banda direita, a mais ou menos uma légua, quando se vai a Parnaíba; da qual mina apresentou em câmara duas pedras dela, as quais ficam metidas na caixa da câmara.

E assim mais declarou, no sertão, à saída do nosso mato ao campo, no caminho de Ybitiruna, do nosso rio de Anhangem até o ribeiro grande, seis veios de minas: dois veios atravessam o caminho geral, ao rumo de norte e sul; outros dois ficam no próprio rumo da outra banda dos outros morros, quando o homem está com o rosto para a banda do norte, ficando eles para as costas do homem; e os outros dois para a banda do rio de Anhangem, cortando o rumo do sol do nascente para o poente, pouco mais ou menos, por uma quebrada grande de uma serra, os quais vão ao longo, um do outro.

E assim mais declarou que o ribeiro grande da estância se chama Apiterobi; e assim mais declarou outras minas da outra banda da ribeira grande, sendo a primeira no mais alto monte, por onde passa o caminho geral, o qual se passa por cima dela. Indo e vindo pena o sertão e o rumo dela fica do fluente ao ponente pouco mais gu menos e assim mais declarou



Outra veia junto de um ribeiro, quando o homem vem do sertão para cá, para o Monte Alto, fica à banda direita, no campo, a meia légua, pouco mais ou menos, do mato de Jahucaha.

E assim mais declarou outra veia no morro de Jobauna, que atravessa por onde está o caminho geral, indo o rumo dela do nascente ao poente, pouco mais ou menos.

E assim mais declarou que, pelo próprio caminho geral antigo, na borda do campo onde dizem que teve Brás Cubas umas cruzes em pedras feitas, que até hoje estão por cima dela, há uma veia de metal preto, a qual ele, suplicante, requereu aos ditos oficiais que estas veias de metal lhe registrassem, para em todo tempo não perder o seu direito.

E, vindo oficiais fundidores e ensaiadores que o entendam — por ele não o entender senão por notícia e bom engenho — as manifestava para nunca nelas perder seu direito, conforme o regimento de Sua Majestade.

E tudo isto havia quatorze anos que ele, suplicante, andava a descobrir, à sua custa e despesa, por Sua Majestade ter prometido por uma carta, que a esta câmara veio, com protestação de gratificar aos que costumavam descobrir minas e nelas insistir, e se haveria por bem servido de continuarem as ditas minas.

Pela qual razão mandaram os ditos oficiais da câmara a mim, João Vieira Sarmento, escrivão da câmara, que registrasse estas minas e notícias, as quais Clemente Álvares prometeu a todo tempo, sendo necessário, mostrar e mandar a Sua Majestade ou a quem para isso poder tivesse.

E assinou o dito Clemente Álvares comigo, escrivão, e os oficiais da câmara, hoje no mesmo dia, mês e era acima ditos, não fazendo dúvida na entrelinha que diz “Lopo de Sousa”, a qual escrevi.

Clemente Álvares — João Vieira Sarmento — Álvaro Neto — Luís Fez — Domingos Roiz — Francisco de Siqueira.

Traslado da provisão do senhor Lopo de Sousa, e a qual provisão é para Antônio Pedroso, capitão e ouvidor.



Gados
Álvaro Neto, o velho
1542-1636
João Vieira Sarmento
Bulas da Santa Cruzada
Dinheiro$
Villa Rica del Espiritu Santo/BRA
Sabaúma
Brás Cubas
1507-1592
Arquivo Histórico Municipal (SP)
Bituruna, vuturuna
Apoteroby (Pirajibú)
Clemente Álvares
1569-1641


EMERSON


01/01/1915
ANO:48
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

Freqüentemente acreditamos piamente que pensamos com nossa própria cabeça, quando isso é praticamente impossível. As corrêntes culturais são tantas e o poder delas tão imenso, que você geralmente está repetindo alguma coisa que você ouviu, só que você não lembra onde ouviu, então você pensa que essa ideia é sua.

A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação, no entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la. [29787]

Existem inúmeras correntes de poder atuando sobre nós. O exercício de inteligência exige perfurar essa camada do poder para você entender quais os poderes que se exercem sobre você, e como você "deslizar" no meio deles.

Isso se torna difícil porque, apesar de disponível, as pessoas, em geral, não meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.

meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.Mas quando você pergunta "qual é a origem dessa ideia? De onde você tirou essa sua ideia?" Em 99% dos casos pessoas respondem justificando a ideia, argumentando em favor da ideia.Aí eu digo assim "mas eu não procurei, não perguntei o fundamento, não perguntei a razão, eu perguntei a origem." E a origem já as pessoas não sabem. E se você não sabe a origem das suas ideias, você não sabe qual o poder que se exerceu sobre você e colocou essas idéias dentro de você.

Então esse rastreamento, quase que biográfico dos seus pensamentos, se tornaum elemento fundamental da formação da consciência.


Desde 17 de agosto de 2017 o site BrasilBook se dedicado em registrar e organizar eventos históricos e informações relevantes referentes ao Brasil, apresentando-as de forma robusta, num formato leve, dinâmico, ampliando o panorama do Brasil ao longo do tempo.

Até o momento a base de dados possui 30.439 registros atualizados frequentemente, sendo um repositório confiável de fatos, datas, nomes, cidades e temas culturais e sociais, funcionando como um calendário histórico escolar ou de pesquisa.

Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.

Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:
1. Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).
2. Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.
3. Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.
4. Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.
5. Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.
6. Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.

Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.

Ou seja, “história” serve tanto para fatos reais quanto para narrativas inventadas, dependendo do contexto.

A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação.No entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la.Apesar de ser um elemento icônico da história do Titanic, não existem registros oficiais ou documentados de que alguém tenha proferido essa frase durante a viagem fatídica do navio.Essa afirmação não aparece nos relatos dos passageiros, nas transcrições das comunicações oficiais ou nos depoimentos dos sobreviventes.

Para entender a História é necessário entender a origem das idéias a impactaram. A influência, ou impacto, de uma ideia está mais relacionada a estrutura profunda em que a foi gerada, do que com seu sentido explícito. A estrutura geralmente está além das intenções do autor (...) As vezes tomando um caminho totalmente imprevisto pelo autor.O efeito das idéias, que geralmente é incontestável, não e a História. Basta uma pequena imprecisão na estrutura ou erro na ideia para alterar o resultado esperado. O impacto das idéias na História não acompanha a História registrada, aquela que é passada de um para outro”.Salomão Jovino da Silva O que nós entendemos por História não é o que aconteceu, mas é o que os historiadores selecionaram e deram a conhecer na forma de livros.

Aluf Alba, arquivista:...Porque o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.

A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."

titanic A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."

(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.



"Minha decisão foi baseada nas melhores informações disponíveis. Se existe alguma culpa ou falha ligada a esta tentativa, ela é apenas minha."Confie em mim, que nunca enganei a ninguém e nunca soube desamar a quem uma vez amei.“O homem é o que conhece. E ninguém pode amar aquilo que não conhece. Uma cidade é tanto melhor quanto mais amada e conhecida por seus governantes e pelo povo.” Rafael Greca de Macedo, ex-prefeito de Curitiba


Edmund Way Tealeeditar Moralmente, é tão condenável não querer saber se uma coisa é verdade ou não, desde que ela nos dê prazer, quanto não querer saber como conseguimos o dinheiro, desde que ele esteja na nossa mão.