genearc logoInícioIntroduçãoRaízesÍndice por GeraçõesÍndice AlfabéticoCuriosidadesDesafiosContatodecorativo Capitão Christóvão Diniz, o NetoNascimento: ~ 1600Origem: São Paulo, BrasilNasceu por volta de 1600, provavelmente em São Paulo.Filho de Domingos Dias, o Moço, e de Clara Diniz.Casou-se antes de 1632, com Isabel da Costa (Fernandes), filha do Capitão Domingos Fernandes (Ramos) e de Anna da Costa (Rodrigues).Christóvão faleceu antes de 1650, no sertão. Em seu testamento, Christóvão declara:Declaro que isto que recebi foi a quota de uma moradas de casas e chãos para dois lanços de casas e seus corredores de trás da igreja matriz, sobre as casas de Pascoal Delgado Lobo, adonde tenho por carta.Declaro que indo ele de morada para Iguape, disse a ele não fizesse a tal mudança sem nos satisfazer a herança, me escreveu uma carta em que se me obrigava dar a primeira vista satisfação, para o que declarou tinha na mão de Francisco Jorge 30$000 réis de umas moradas de casas na vila de São Paulo [...].Declaro que os tijolos destas casas de chão entreguei a um aboya que veio do Rio de Janeiro a São Paulo em companhia de um sindicante por nome Diogo Lopes Ramos, morador do Rio de Janeiro, e a ele se pode pedir os tijolos das ditas casas e chãos.Declaro que os meus herdeiros poderão cobrar e arrecadar deste dito Diogo Lopes Ramos um rapaz por nome Baptista, que lhe dei para procurar por mim e pôr-me a paz e a salvo das ditas casas embaraçadas, e ele nunca pôs em razão de as haver, e assim se ficou com o rapaz, e está obrigado a dar conta dele por não haver ainda dado a execução o trato [...].Declaro que tenho uma carta de terras de sesmaria acima de Endaiativa [Indaiatuba?], partindo com meu cunhado Felipe, [que] não está botada no Livro do Tombo, mas que estou de posse delas vai a quatro anos, na qual carta têm os meus filhos todos sua meia légua, e minhas filhas as casadas também tem suas meias léguas.Declaro que tenho outra carta de meia légua de testada do Santo Grande de Utuasu [Itu], correndo rio acima, e o que se achar de comprimento, até o campo que divide as terras o que se achar.Declaro que tenho dado a meu cunhado Manoel da Costa do Pinho e a meu sobrinho Alberto Lobo Tinoco e a Bernardo Bicudo, a cada um suas 200 braças de testada em os sobejos das terras de meu cunhado Thomé Fernandes, defunto, parecendo-me que lá poderão alcançar na dita paragem e a minha dada nenhuma por não serem minhas, e eles a poderão haver para si como cousa que não tem dono.Declaro que uma demanda que o defunto Bernardo de Quadros moveu contra mim a vinte e quatro ou vinte e cinco anos [...].
Declaro que, vindo eu do sertão, Antonio Álvares, filho que foi de Clemente Álvares, tomou a dois negros meus, duas moças, uma por nome Bárbara e a outra por nome Úrsula, forçosamente, os quais poderão meus herdeiros cobrar dele, e arrecadá-las como minhas, que são, e disto ser verdade nomeio por testemunhas a Pero Correa Soares e Andre Bernardes.
Declaro que um homem por nome João Vieira Sarmento, morador no Rio de Janeiro, lhe dei um rapaz, para me mandar dar dez cruzados empregados no Rio de Janeiro, do que nunca me deu satisfação os quais poderão meus herdeiros haver dele ou de seus herdeiros.
Declaro que eu era a dever a um Alonso de Gaia, morador no Rio de Janeiro, 6$000 réis, dos quais está pago, e eu resgatei conhecimento seu, de Miguel Gonçalves [...] de 7$200 réis para lhe pagar a ele [e] foi fugido para o Rio de Janeiro.Declaro deixo a minha terça à dita Igreja de Nossa Senhora da Candelária, de todos os bens que eu possuo, assim de terras e chãos e peças e mais fazendas que possuo e outros quaisquer bens que em alguma maneira me pertencerem para, com efeito, se dar à dita Capela.Declaro que, desta terça, será entregue à minha mulher, para que em sua vida esteja em sua mão para com ela ajudar a seu pai ou a seu irmão a sustentar a dita capela, que ela será também obrigada por sua morte deixar a sua terça para aumento e conservação da dita capela começada por nós e ambos marido e mulher debaixo declarado com meus filhos.Declaro que estou devendo a João Barreto alguns dízimos e avenças.Declaro dever a Antonio Vaz [...].Declaro que devo a meu primo Pascoal Delgado [...] do que ele disser em verdade.Declaro que tenho com Guilherme Pompeu umas continhas que me não lembra a quantidade.Declaro que devo a João Mendes Giraldo 2$000 réis em dinheiro, que se lhe pague.Declaro que devo 8 alqueires de trigo em grão a meu filho Francisco Amaro [...], Francisco Bicudo que se lhe pague.Declaro que devo um resto de contas a Manoel André, de que não sei o quanto, mas deixo em sua consciência.Me deve Balthazar da Costa sete tostões de milho, que lhe vendi, e de que não tenho conhecimento.Um Antonio Agostinho, da vila de Mogi me é a dever 1$000 réis, de que não há crédito.Diogo Dias de Macedo me deve uma quantia que lhe dei para me guarnecer uma espada.Pascoal Dias, o Velho, me deve 3 patacas em dinheiro por eu lhe haver dado para o dar a Pedro Gonçalves Varejão, e se lhe não deu, e assim até agora o tem em seu poder e se cobrará dele.Inocêncio Dias me é a dever 3 patacas em dinheiro, por um conhecimento.Antonio Dias Grou me há a dever 1$520 réis, por um conhecimento.Antonio Soares da Grã me há a dever 2$000 réis, por um conhecimento.Me deve Simão da Motta Requeixo 3 cruzados, [...] que a ele vendi a seu contento no sertão dos goianases.Declaro que Diogo Martins da Costa [me deve ...]. Declaro que me deve Miguel Carvalho [...]. Declaro que me deve Jerônimo Luiz [...]. Declaro que meu cunhado Felipe Fernandes me deve [...] que lhe emprestei.Declaro que Gaspar Gomez me é a dever 1$000 réis, da trazida de um negro que lhe trouxe do sertão, que entreguei a seu cunhado Antonio Nunes Preto, e ele se me obrigou a pagar os ditos 2$000 réis, sendo caso seu cunhado os não desse.Declaro que trouxe um negro de João Fernandes Dutra do sertão, por nome Antonio, o qual lhe entreguei, por me dizer me daria os 2$000 réis e cinco varas de pano d´algodão, o mais me deve.Declaro que Domingos Luiz me levou um tacho de quatro arráteis, um para mandar renovar, e assim mais me levou dois colares emprestados, para mos tornar juntamente com o tacho da Ilha Grande donde é morador.Declaro que meu primo Francisco Leme me é a dever um podão, por mo haver tomado emprestado para me tornar outro por ele.Declaro que tenho vendido um sitio a Mateus Álvares, aonde eu morava rio abaixo, com mil braças de testada e uma légua pela terra dentro, de que lhe não passei escritura por não me ter pago tudo, que falta ainda para dar 20 patacas em dinheiro e meia dúzia de novilhas e duas éguas.Ignácio de Camargo me é a dever uma pataca que lhe dei para me fazer umas luvas, as quais mas não fez e me esta a dever a dita pataca.Declaro que, vindo eu ter a Laguna, vindo João Neto, filho de Álvaro Neto, em minha companhia, me obriguei por ele por sete patacas em dinheiro, de farinha que lhe mandei para dar por minha conta, dizendo ele que seu pai pagaria em povoado.Declaro que meu sobrinho Lázaro [me deve] três molhos de fumo.Deixo a minha mulher por curadora e administradora dos nossos filhos e por testamenteira.Assim mais declaro por testamenteiro a todos os meus filhos e a meu genro Custódio Bicudo e a meu irmão Domingos Dias Diniz.Codicilo acrescentado em ocasião posterior:Declaro que devo a Francisco Borges $480 réis.Declaro que meu sogro me é a dever umas casas na roça para poder morar nelas com todo o necessário, que assim mo prometeu.Declaro que um Antonio Álvares Bezerra me deve umas botas giulheiras e umas chinelas de um trespasso de um pagamento, me deram um conhecimento seu em que se obrigava ele [...].Declaro que no sertão Sebastião Gil de Godoy me pediu um negro para me dar outro por ele, o qual negro lhe dei e no tempo da partida lho pedi.Declaro que a corrente de que tratei a tenho entregue ao Capitão Francisco de Paiva como Capitão deste areal, para que ordene dela como cousa alheia.Declaro que deixo a meu genro, Custódio Bicudo, por procurador da capela de Nossa Senhora da Candelária, para que corra com sua sogra, com aumento da dita capela e procure por em arrecadação todos quaisquer bens que pertence.Declaro que seja Custodio Bicudo procurador à falta de Domingos Nunes Pinto, por enquanto a ele lhe tenho pedido e ele aceitar de boa vontade. Foi pai de três filhos e quatro filhas:[filhos de seu casamento com Isabel:]1.1. Sebastiana Diniz, casada com Antonio de Quadros, filho de Bartholomeu de Quadros e de Isabel Bicudo de Mendonça. Antonio faleceu em 1664, e Sebastiana casou-se pela segunda vez, com Antonio Pedroso. Sebastiana faleceu em 1693, em Itu.1.2. Amaro Francisco Diniz, casado antes de 1655, com Anna Bicudo.1.3. João Antonio Diniz.1.4. Anna da Costa Diniz, casada com Domingos Nunes Bicudo, filho do português Vicente Bicudo e da brasileira Anna Luís Grou. Domingos faleceu em 1650, e Anna casou-se pela segunda vez, com Gaspar de Brito e Silva, filho do português Domingos de Brito Peixoto, o Velho, e da brasileira Sebastiana da Silva. Anna faleceu em 1680, em Santana do Parnaíba. Sem filhos. Após a morte de Anna, Gaspar casou-se pela segunda vez, m 1683, com Joanna de Almeida Naves, filha de João de Almeida Naves e de Maria da Silva Leite. Gaspar faleceu em 1703, e Joanna casou-se pela segunda vez, com Bartholomeu dos Santos, nascido no Rio de Janeiro. Joanna faleceu antes de 1724. Sem filhos deste segundo casamento. Em 1644, Christóvão e Isabel constiuíram dote para o casamento de sua filha Anna. 1.5. Domingos Dias da Costa. Domingos não se casou, mas teve diversas filhas naturais. Domingos faleceu antes de 1650.1.6. Isabel da Costa Diniz, casada com Custódio Bicudo de Siqueira, filho de Manoel de Siqueira e de Mécia Nunes Bicudo. Isabel faleceu antes de 1658, e Custódio casou-se pela segunda vez, com Francisca Rodrigues. Custódio faleceu em 1685, em Itu.[filha natural, fora do casamento:]1.7. Thomásia Diniz, casada com Domingos Alves. Domingos faleceu antes de 1667. Após a morte de Domingos, Thomásia casou-se pela segunda vez, com [...]. [+] Fontes e comentários