Catas Altas da Noruega começou a ser povoada aproximadamente em torno de 1690 por membros das bandeiras de Miguel Garcia e do coronel Salvador Furtado de Mendonça enquanto exploravam a região da Serra de Itaverava.Como a cata de ouro era fácil, encontrando o precioso mineral até nas raízes das plantas, o povoado cresceu e assim nasceu as "Catas Altas", seu primeiro nome.Pelos idos de 1750, surgiram os primeiros sinais de decadência da mineração do ouro, ocasionada pelo progressivo esgotamento das minas superficiais, e ainda pelo elevado montante fixado para a cobrança do imposto do quinto da Coroa, que não era somente estendido aos mineiros, mas também a pessoas que se dedicavam a outras profissões. Muitos ficaram reduzidos à miséria.Diante dessa situação, e incentivados pela iniciativa do Conde de Bobadella, o governador da Capitania das Minas Gerais, que procurou incentivar novas descobertas, os garimpos de Catas Altas e o da Noruega (atual localidade rural do município) foram reativados e se uniram, originando o nome atual da cidade: Catas Altas da Noruega.Até 1718, o povoado pertencia a Vila Rica (atual Ouro Preto), quando aos 7 de março, o então governador da Capitania, o Conde de Assumar, subordinou o distrito à jurisdição da recém-criada Vila de São José del-Rei (atual Tiradentes).No ano de 1840, em 3 de abril foi criada a freguesia de Catas Altas da Noruega, pela Lei Nº 184, subordinada ao município de Conselheiro Lafaiete.Catas Altas da Noruega emancipou-se pela Lei nº 2.765 de 30 de dezembro de 1962 e foi instalado como município em 1º de março de 1963.Itacolomi (Conceição do Mato Dentro)distrito de Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, BrasilIdiomaDescarregar PDFVigiarEditarItacolomi é um distrito do município brasileiro de Conceição do Mato Dentro, no interior do estado de Minas Gerais. Segundo o censo demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população era de 902 habitantes[2] e havia 311 domicílios particulares permanentes ocupados.[3] Possui área de 171,01 km² conforme a Fundação João Pinheiro (FJP).[1] Foi criado pela lei estadual nº 336 de 27 de dezembro de 1948.[4]As terras do atual município de Conceição do Mato Dentro estiveram ligadas, durante o século XVIII, à antiga Comarca de Sabará e depois à Comarca do Serro Frio.Depois de descobertas as minas do Serro Frio, a ânsia de novos descobertos levou os sertanistas a novas aventuras. Uma bandeira seguiu para o sul, sendo que Gaspar Ponce de León, Gaspar Soares e Manuel Correia de Paiva chefiavam-na. Descobriram Itapanhoacanga. Lutando contra toda sorte de dificuldades, atravessando montanhas escarpadas, fugindo a encontros com índios, afinal, encontraram ouro em abundância. A eles outros se seguiram, e, em pouco tempo, estava formado o arraial da Conceição.[11]Pela Carta Régia de 16 de fevereiro de 1724, foi a povoação elevada a freguesia com o nome de Conceição do Mato Dentro, verificando-se, posteriormente, por Alvará de 16 de janeiro de 1750, a criação do Distrito. Em virtude da Lei provincial n.° 171, de 23 de março de 1840, foi criado o município de Conceição em terras desmembradas do município de Serro, dando-se-lhe por sede Conceição do Serro, antiga Conceição do Mato Dentro. A 12 de março de 1842, deu-se a instalação do município.[3]HistóriaeditarEm 1701 teve início o arraial que daria origem à atual cidade do Serro, centro da exploração de ouro na região. O primeiro nome de que se tem notícias foi "Arraial do Ribeirão das Minas de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro do Frio", dado em[1702, no ato de descoberta oficial. Também há citações de "Arraial das Lavras Velhas", embora sem registros oficiais. O nome da região, dado pelos índios, era Ivituruí (ivi = vento, turi = morro, huí = frio) na língua tupi-guarani. Dai derivou Serro Frio ou Serro do Frio. Ivituruí era uma região da Serra do Espinhaço.[9] Em 1714 a povoação é elevada a vila e município com o nome de Vila do Príncipe pelo governador Brás Baltasar da Silveira. Em 17 de fevereiro de 1720 passou a ser sede da comarca do Serro do Frio (norte-nordeste da capitania de Minas Gerais). Foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de Serro, por lei provincial de 6 de março de 1838.Próximo às cabeceiras do rio Jequitinhonha, às margens dos córregos Quatro Vinténs e Lucas, paulistas fincaram suas bandeiras a serviço da Coroa Portuguesa. Corria o ano de 1701 quando chegou à região uma expedição chefiada pelo guarda-mor Antônio Soares Ferreira. Na terra chamada de Ivituruí, a exemplo de outras terras das Minas Gerais, descobriu-se mais jazidas de ouro.Vários ranchos foram erguidos nas proximidades dos córregos dando início a formação dos arraiais de Baixo e de Cima que se desenvolvem em pouco tempo e, juntos, deram origem ao povoado do Serro Frio. Novas levas de pessoas chegaram atraídas pela abundância de ouro daquelas terras.A africana Jacinta de Siqueira é apontada como tendo destacado papel na fundação e povoamento dessa importante cidade histórica de Minas Gerais.[10] A respeito dela, Gilberto Freyre, em sua conhecida obra Casa Grande & Senzala, a identificou como tendo sido "tronco matriarcal" de um grupo de ilustres famílias do Brasil, sendo dela descendentes importantes e ricos homens da governança do país.[11]A exploração desordenada da primeira década do século XVIII levou à criação do cargo de superintendente das minas de ouro da região, ocupado pelo sargento-mor Lourenço Carlos Mascarenhas e Araújo em 1711. E mais e mais gente chegou, o povoado cresceu e, em 1714, o arraial é elevado a Vila do Príncipe.Mais tarde, além do ouro, os mineradores descobrem lavras de diamante na região onde hoje estão Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras e Diamantina. Para defender os interesses do império, em 1720 é criada a grande comarca do Serro Frio, que passa a ser a maior comarca das Minas, sediada na Vila do Príncipe e abrangendo uma grande área da qual fazia parte o então arraial do Tijuco, hoje Diamantina, e todo o norte-nordeste do estado.Muitas foram as restrições impostas à exploração de ouro na comarca, após o descobrimento dos diamantes. Em 1725 é determinada a criação da Casa de Fundição, para onde toda a produção aurífera da região passaria a ser encaminhada.Mas, apesar de todas as regras impostas, muitos aventureiros ganharam contrabandeando ouro e diamante.A vila passa também a difundir cultura e civilização para toda a região. Uma leva de exploradores, artistas, políticos e religiosos passa então a povoar o local, com destaque para nomes como os de Mestre Valentim da Fonseca e Silva e o Maestro Lobo de Mesquita.As minas foram exploradas exaustivamente durante quase cem anos. No início do século XIX, com a decadência da mineração, somente alguns mineradores, encorajados pelo governo, conseguiam arcar com os altos custos de produção. A grande maioria da população passou a se dedicar à pecuária e à agricultura de subsistência, atividades dificultadas pela localização geográfica da vila.O empobrecimento das minas interfere na vida econômica e social do lugar. Em 1817, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire visita Vila do Príncipe e descreve sua situação da seguinte forma: "Vila do Príncipe compreende cerca de 700 casas e uma população de 2500 a 3000 indivíduos. Essa vila está edificada sobre a encosta de um morro alongado; e suas casas dispostas em anfiteatro, os jardins que entre elas se veem, suas igrejas disseminadas formam um conjunto de aspecto muito agradável, visto das elevações próximas." Em outro trecho "…duas estalagens e umas 15 casas de comércio com quase tudo importado da Inglaterra". Ainda segundo seus relatos, a vila não possuía nenhum chafariz e o abastecimento de água era feito por escravos que traziam barris de água do vale. Não havia estabelecimentos de lazer e a diversão ficava a cargo da caça ao veado, prática comum na região. Saint-Hilaire, no entanto, se encanta com a beleza das mulheres, com as igrejas e com as festas religiosas que já eram tradição na antiga vila.Em 1838 a vila é elevada a cidade, continuando como centro administrativo e jurídico da região. O comércio se desenvolve e pequenas fábricas de ferro são instaladas. Serro continua a ocupar posição de destaque na região e a cidade ganha também em importância política. Vários de seus filhos, como Teófilo Benedito Ottoni, líder da Revolução Liberal de 1842, Cristiano Benedito Ottoni, Simão da Cunha Pereira, João Pinheiro da Silva e Sabino Barroso se destacam politicamente. Na atividade Judiciária, três serranos chegam ao Supremo Tribunal Federal: João Evangelista de Negreiros Saião Lobato (1817-1894), Pedro Lessa (1859-1921) e Edmundo Pereira Lins (1863-1944). Bons casarões são construídos durante todo o século.Mas a falta de modernização e de novas alternativas econômicas faz com que a cidade perca, pouco a pouco, capacidade para competir, frente às mudanças ocorridas no país. Na época da proclamação da república, o Serro não consegue se incorporar às redes de ferrovias e se isola dos novos padrões de transporte e desenvolvimento. A estagnação toma conta do município.O isolamento forçado, no entanto, ajudou na conservação do patrimônio histórico de Serro. Em 1938, o seu acervo urbano-paisagístico é tombado pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tornando-se a primeira cidade brasileira a receber este registro. Ao longo do século XX, o desenvolvimento se dá através da pecuária leiteira, principal base econômica da cidade - grande parte do leite é usado na fabricação do Queijo do Serro. Mais recentemente, busca-se desenvolver a atividade turística, com ênfase na riqueza paisagística da região e no patrimônio material e imaterial da cultura local.Entre as referências do Patrimônio Imaterial da Cultura, encontra-se o rico "Processo Artesanal de Produção do Queijo do Serro", reconhecido, em níveis estadual e nacional, por meio de registro, respectivamente, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, IEPHA-MG, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN.[8]
Caminho dos Diamantesestrada da era colonial no BrasilO Caminho dos Diamantes foi uma das estradas reais abertas no Brasil no século XVIII em função da mineração.Às grandes vias que vinham de São Paulo e do Rio de Janeiro até Minas Gerais, somavam-se trechos regionais, abertos na década de 1730 para o acesso à região diamantífera, entre os quais se destaca esta via estabelecida desde 1729, após a descoberta de diamantes na região do Serro Frio.
O seu percurso ligava a sede da Capitania, Vila Rica (atual Ouro Preto), à sede do distrito diamantífero, o Arraial do Tijuco (atual Diamantina). A partir da Vila Rica alcançava a Vila do Ribeirão do Carmo de onde inflectia para o Norte, rumo ao Tijuco, passando por Catas Altas, Santa Bárbara, Conceição (atual Conceição do Mato Dentro) e Vila do Príncipe (atual Serro). Uma variante deste trecho, entre Santa Bárbara e Cocais, conduzia a Sabará, por Vila Nova da Rainha (atual Caeté). Por estas vias se dava o abastecimento da região diamantífera, a imigração e o escoamento da sua produção mineral.