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As Raças de Cavalos, nerdicetotal1.blogspot.com

    8 de junho de 2017, quinta-feira
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  


O cavalo é descendente de uma linha evolutiva com cerca de sessenta milhões de anos, numa linhagem que parece ter se iniciado com um animal primitivo com cerca de 40 cm de altura. Os antecessores do cavalo, são originários do Norte da América mas extinguiram-se aí por volta do Pleistoceno há cerca de cento e vinte mil anos.Raças de Cavalos - De maneira geral, as raças de cavalos são muito semelhantes em sua forma física, possuindo corpos bem proporcionados, ancas possantes e musculosas e pescoços longos que sustentam as cabeças de acentuada forma triangular.As orelhas dos cavalos são pontudas e móveis, alertas ante qualquer som, e a audição é aguçada. Cavalos selvagens foram difundidos na Ásia e Europa em épocas pré-históricas, mas as vastas manadas foram se esgotando através das caçadas e capturas para domesticação.No Brasil, as primeiras raças de cavalos foram introduzidas em três momentos distintos: a primeira leva veio em 1534, na Vila de São Vicente; a segunda, em Pernambuco, em 1535; a terceira, na Bahia, trazidos por Tomé de Sousa. Confira abaixo algumas das principais raças de cavalos conhecidas no Brasil.O nome Campolina vem do sobrenome do responsável pela formação da raça, Cassiano Antônio da Silva Campolina, que começou a desenvolvê-la em 1870, na Fazenda do Tanque, em Entre Rios de Minas. A origem deu-se a partir do cruzamento de uma égua preta nacional de nome Medéia, com um puro reprodutor Andaluz, tordilho, trazido da Europa por D. Pedro II. O resultado foi o nascimento de um potro tordilho, que recebeu o nome de Monarca em homenagem a D. Pedro II. Impressionado com a beleza e qualidades especiais do animal, e percebendo a existência de um mercado interno para animais de grande porte, em virtude da demanda para disputas, para montaria da milícia real e para as parelhas de cavalos destinados à tração de troléis na cidade do Rio de Janeiro, Cassiano Campolina resolveu torná-lo reprodutor da Fazenda do Tanque. Monarca cobriu, durante 25 anos, as fêmeas do plantel da Fazenda. Com a morte de Monarca, marco inicial da raça Campolina, em 1898, tiveram início os trabalhos de seleção e aprimoramento genético, a partir dos seu melhores produtos. Assim, esses animais foram cruzados entre si, e ainda com o reprodutor Menelick, da raça Anglo-Normando, de grande porte e linhas gerais leves e harmônicas. O tipo de animal formado preenchia os requisitos de porte, robusticidade e vivacidade fundamentais para disputas e transportes de carruagens. Mesmo com a morte de Cassiano Campolina em 1904, seu trabalho de seleção noa foi comprometido. Em testamento, passou para seu particular amigo Joaquim Pacheco de Resende a Fazenda do Tanque e todo seu plantel, que por sua vez continuou a seleção da raça. Resende introduziu o sangue marchador e também o Inglês, porém suas experiências não duraram muito tempo, já que Joaquim Pacheco de Resende faleceu em 1911, ficando para seu filho mais velho a responsabilidade de prosseguir o trabalho. Por volta de 1920, decorridos 50 anos, a seleção vinha sendo feita à base de sangue Andaluz, com choque de Anglo-Normando, P.S.I. e Marchador. Duas conclusões foram então tiradas: o plantel não tinha comportamento uniforme quanto ao andar. Constatava-se a presença de animais machadores, outros com andadura e uma parte com trote. A segunda conclusão consistia em que uma parcela apresentava defeitos de exterior, especialmente exagero na convexidade da cabeça, inclinação da garupa e arreamento de quartelas. Baseado nessas observações, passou a orientar as coberturas de acordo com o andamento. Após 70 anos de dedicação à seleção da raça, tornava-se necessário disciplinar e definir um padrão para que todos os criadores convergissem os esforços para um objetivo comum – a raça. A organização do serviço de registro genealógico ficou a cargo do Consórcio profissional cooperativo dos criadores do cavalo Campolina, com sede em Barbacena. Em 1951, foi fundada a associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Campolina, com sede em Belo Horizonte, um vez que a essa altura o Consórcio já não satisfazia a necessidade dos criadores. A Associação reformulou os padrões estabelecidos pelo Consórcio, mas manteve o livro de registro aberto. Nos últimos 50 anos não houve qualquer alteração genética nos plantéis e a raça é motivo de admiração, destacando-se pela beleza, versatilidade e comodidade da marcha. Mangalarga: A história do Mangalarga tem início quando garanhões da raça Alter, vindos como D. João VI na época da invasão de Portugal por Napoleão, chegaram às mãos do Junqueira no Sul de Minas Gerais. Acasalados com éguas existentes deram origem ao Mangalarga. Adeptos da cinegética (caça com cães). Os Junqueira escolhiam para reprodução animais que mais se destacavam, quanto à comodidade e resistência nas viagens, lida de gado e principalmente nas estafantes caçadas ao veado. No começo, parecem ter predominado animais marchadores, mas, com a transferencia de parte da família Junqueira para o estado de São Paulo, deu-se preferencia por animais galopadores e de marcha trotada que alia a comodidade da marcha com o equilíbrio e agilidade do trote. Fizeram-se também cruzamentos com raças exóticas, porém logo abandonados e absorvidos em favor da comodidade de andamentos. Deste caldeamento resultou um animal de maior porte e melhor conformação. Andaluz: O cavalo Andaluz é típico da parte Sul da Península Ibérica, hoje denominado como Puro Sangue Lusitano quando criado em Portugal e como Pura Raça Espanhola ao ser criado na Espanha. A criação e a origem desse cavalo é a mesma. Essa divisão dos nomes surgiu a partir da Guerra Civil Espanhola, quando os espanhóis resolveram registrar os animais nascidos em seu território, de Lusitanos. O Andaluz é o mais antigo cavalo de sela conhecido da civilização ocidental. Considerada pai de muitas raças, trata-se, segundo autores, da raça da qual derivam quase todas as outras formadas no Continente Americano. Seus descendentes mais próximos e famosos são o cavalo Alter de Portugal e os cavalos Lipizzanos da Áustria, considerados a mais seleta estirpe de cavalos em todo mundo. Os cavalos brasileiros Mangalarga, Mangalarga Marchador, Campolina, Campeiro e Crioulo contam com a participação indireta do sangue Andaluz através dos cavalos Alter. Porte médio, garbo, coragem e equilíbrio de formas são as principais características da raça. Seus movimentos são elevados e energéticos, mas de reações suaves para o cavaleiro. O seu trote curto, extremamente cadenciado, oferece bom cômodo para quem está montando. Um conjunto harmonioso, imponente, agradável de se ver e de se cavalgar. Crioulo:A raça crioula é talvez a mais rústica criada no Brasil. Foram 400 anos de seleção natural, soltos a campo pelos Pampas do Rio Grande, do Uruguai e da Argentina, que fizeram do cavalo Crioulo um animal saudável e extremamente resistente a adversidades de clima e mesmo à falta de alimentação adequada. O que acha com mais facilidade nas manadas de crioulos, a maioria das vezes sem suplemento nenhum, são animais roliços e éguas que parecem estar sempre prenhes, denotando também uma fertilidade impressionante. Foi de cem anos para cá que, primeiro na Argentina e depois no Uruguai, Paraguai, Chile e Brasil, que alguns criadores, geralmente pecuaristas, começaram o processo de seleção da raça Crioula, especialmente para o trabalho com o gado. O primeiro responsável foi Don Emílio Solanet, um argentino que, impressionado com a agilidade e resistência dos cavalos dos índios tehuelches, comprou manadas de éguas dos moradores das cercanias dos Andes. Eram os descendentes diretos dos cavalos que os espanhóis trouxeram para o Continente Americano, já que por aqui não havia cavalos. Sendo assim, o cavalo Crioulo nada mais é que um Andaluz reduzido pelas exigências de seu habitat. O biotipo da raça do Sul do Brasil é mesmo muito similar ao dos lusitanos, inserindo-se apenas num perfil retangular, ao invés do quadrado dos animais da Península Ibérica.A raça Crioula tem “registro fechado”, ou seja, só aceita registro de produtos de filhos de pai e mãe já registrados – é terceira raça no Brasil, em volume de animais puros de pedigree, atrás apenas do Mangalarga e do Mangalarga Marchador. O cavalo Crioulo é um animal de porte médio, como altura entre 1,40m e 1,50m para os machos e 1,38m e 1,48m para as fêmeas, bem musculado. Percheron:Originário da região do nordeste da França, em Le Perche (províncias de Sarthe, Eure-et-Loir, L’Orne), o Percheron em sua formação recebeu misturas das raças Shire, Belga e Arahe. A elegância do Percheron, surpreendentemente numa raça tão pesada, fê-lo parecer mais um Árabe exageradamente crescido, e certamente alguns de seus ancestrais eram Árabes. Ele deriva de cavalos orientais e normandos, misturados há muitos séculos e posteriormente cruzados novamente com poucos Árabes. No século XVII, cavalos produzidos em Le Perche conseguiram difundir notoriedade e tinham grande demanda em dinheiro em diversas utilizações na França. O Percheron nesse tempo era provavelmente muito ativo. Por volta do século XIX, o governo francês estabeleceu uma criação em Le Pin para o desenvolvimento de exército montado. Em 1823, um cavalo com o nome de Jean Le Blanc nasceu em Le Perche e a partir daí toda linhagem Percheron foi direcionada por esse cavalo. Aprimorada e definida em padrão através dos tempos, a raça se espalhou pelo mundo, principalmente para o continente americano, onde é amplamente utilizada, geralmente em áreas de relevo acidentado. Animal de porte vigoroso e bom tamanho, é ao mesmo tempo dócil, manso e fácil de domar. Na França, atualmente, existem cinco tipos de Percheron: Auge, Berry, Loire, Maine e Nivernais. Eles são incluídos no Stud Book do Percheron e possuem seus próprios em separados.a Grã-Bretanha, o Percheron tem sido criado visando à exclusão de toda a pelagem de suas patas e é muito usado para o cruzamento com o Puro Sangue Inglês para produzir o tipo perfeito de cavalo de caça de peso pesado. Árabe:A Raça Árabe tem sua origem nos reprodutores selvagens dos desertos da arábia descritos na Bíblia a mais de 2200 anos.Naquele tempo os impérios militares Caldeus, Persas, Hititas e Assírios, em permanente tentativa de expansão entravam em lutas frequentes com os beduínos.Com a decadência desses impérios militares seus cavalos eram capturados pelos beduínos que já percebiam seu potencial, estes vinham de campos férteis da Ásia Central, aonde os pastos naturais eram de alfafa.Assim os cavalos de guerra da raça Andaluz se missigenaram com os selvagens árabes através dos séculos formando as manadas dos beduínos que migravam constantemente em busca de alimento. Estes séculos de migração e muita liberdade causaram a transformação pela necessidade de adaptação às privações e clima desértico. Foi a forja das características básicas do puro sangue árabe.O aperfeiçoamento da raça ocorreu em um fértil planalto da península arábica quando ali se fixaram por bom tempo, área esta que se transformou em deserto no decorrer dos anos.As Jornadas Ainda antes da era cristã, cavalos eram levados da Arábia para o Egito aonde eram muito apreciados por suas qualidades de força, rapidez e resistência.Desta forma a criação seguiu restrita por um longo período, ao oriente.A partir do século XIII os sultões turcos que dominaram o Egito e grande parte de áreas cruciais de comércio entre ocidente e oriente como Constantinopla, tendo contato com estas montarias formidáveis, incentivaram enormemente sua importação para estabelecerem seus haras. Assim através destas rotas de comércio os cavalos árabes foram se espalhando pelo mundo.Dentre as criações da raça que se ramificaram são significativas, a egípcia, a polonesa, a inglesa, a russa e a americana.Na Polonia A mais antiga criação de que se tem registro é a polonesa iniciada em 1502 pelos príncipes Sangusco que formaram o “Haras Slawuta” de puros sangue trazidos direto das tribos beduínas.Esta dedicação estendeu-se até o século XX quando em 1914 havia na Polonia um plantel de mais de 450 produtos entre matrizes e reprodutores. Todo esse esforço bem como todas as outras riquezas da aristocracia polonesa se perdeu por ocasião da 1ª guerra mundial.No período entre guerras houve uma retomada de formação da criação mas que em 1939 com o início da segunda grande guerra, foi dizimado, restando após o término uns poucos animais. Assumiram então a criação dos cavalos na Polonia os haras estatais vindo até os dias de hoje.No mais recente levantamento, seu plantel contava com mais de 650 matrizes de excepcional qualidade sendo a criação do sangue árabe motivo de orgulho nacional.Na Inglaterra Os maiores responsáveis pelo reconhecimento mundial da altissíma qualidade do plantel britânico até nossos dias, é o casal Wilfrid e Lady Anne BLUNT e sua filha Judith Wentworth.Desde 1200, os cavalos orientais eram levados para a Inglaterra apenas para cruzamentos sobre éguas britânicas aonde durante 3 séculos desses cruzamentos foi formada e estabelecida a raça puro sangue inglês. Por volta de 1610, antepassados do casal Blunt já traziam éguas e garanhões dos desertos, e em 1700 eles formaram o primeiro Stud de sangue oriental. Na segunda metade do século XVII, Sir Wilfrid e Lady Anne viajaram para a Arábia em busca de novos produtos que aperfeiçoassem seu plantel de ingleses mas com a longa permanência e convívio junto aos beduínos, assimilaram seus costumes e amor por seus animais, e assim em 1876 decidiram criar o cavalo sem mistura de espécies, o Puro Sangue Árabe. Em 1881 fundaram seu primeiro Stud, o de SHEIKH OBEYD, no Cairo. Os Blunt acabaram movendo todo o plantel de SHEIKH OBEYD para as propriedades da família em Sussex, por dificuldades de alimentação e bons tratadores, onde fundaram o “CRABBET PARK”.Na Rússia – A Rússia foi um país de enormes batalhas de cavalaria. O conde Alexis Orloff ganhou um plantel do sultão da Turquia e um haras de Puro Sangue Árabe em Chrenowje em 1788.O príncipe Scherbatov e o conde Stroganoff estabeleceram em 1889 um grande haras com um plantel muito bem formado.Em 1936, uma comissão é levada à Inglaterra em busca do que havia de melhor no CRABBET PARK. Foram comprados 24 animais que se tornaram fundamentais na história da criação Árabe na Rússia.Durante a II Guerra Mundial, cavalos poloneses caríssimos foram trazidos da Polônia em 1939.O impulso à moderna criação do cavalo Árabe na Rússia foi dado através da combinação das linhagens polonesas, de CRABBET PARK e, logo depois das egípcias.No Egito Na época do reinado de Ricardo Coração de Leão, quando este entrou em guerra com os muçulmanos, amargou várias derrotas em muito devidas a superioridade do cavalo árabe do inimigo.Estendendo-se de 1290 à 1342, o reinado de El Naser Moahmedibn Kalaoun se caracterizou pelos grandes haras que estabeleceu. Ao morrer, El Naser possuía mais de 3000 animais da melhor qualidade.Em 1815 Ibrahim Pasha filho do rei Mohamed Ali, é enviado em campanha para a Arábia, volta ao Egito com 200 cavalos e éguas de estirpe. Após 4 anos Ibrahim compõe seu próprio haras.No ano de 1836 Abbas Pasha, neto de Mohamed Ali torna-se vice-rei do Egito, e a partir daí passa a comprar os mais extraordinários cavalos do deserto, construiu o famoso haras DAR EL BAYDA. Quando em 1854 Abbas Pasha foi assassinado seu plantel foi vendido devido a incapacidade de seu filho continuar o seu feito.Ali Pasha Sherif comprou a maior parte do plantel e em 1873 tinha aproximadamente 400 cavalos.No começo do século XX, os cavalos egípcios estavam quase em extinção. Em 1908, foi estabelecido um grupo para reorganizar as criações. Em 1920, príncipes egípcios importaram 20 cavalos de CRABBET PARK.Em 1942, surge o HAMDAN STABLES, um grande haras no Egito.O rei Farouk reergueu a criação egípcia fundando o haras KAFR FAROUK que teve mudado seu nome para EL ZAHRAA após sua deposição.A partir de então, os cavalos egípcios começaram a fazer sucesso novamente.Nos Estados Unidos Como praticamente toda a história dos Estados Unidos se passou em cima de cavalos, a colonização, a guerra da Independência, a da Secessão, etc, não é de se estranhar a paixão do americano por esses animais.Em relação ao cavalo árabe, tudo começou em 1730, com a primeira importação para a América. O sultão da Turquia, durante uma visita ao país já em 1849, presenteou o então presidente Grant com dois reprodutores de alta qualidade.No fim do século XIX foi feita e apresentada outra importação na Feira Mundial de Chicago.A partir de 1906, já seduzidos pelo puro sangue árabe, foram realizadas as primeiras importações de grande porte, que se tornaram constantes.Nos anos 60, os americanos iniciaram uma procura intensa de linhagens novas no Egito, Polônia, Espanha, Alemanha e Rússia sempre em busca do aperfeiçoamento da raça.Através da grande variedade de linhagens adquiridas e com cruzamentos de todas as espécies, refinaram seus plantéis de forma impressionante.Devido ao poder aquisitivo, o empenho e a sua paixão, pode-se dizer que os EUA tem hoje das melhores criações de cavalo árabe do mundo.No Brasil O governo introduz de 1930 a 1950 a raça no país para incrementar a sua cavalaria então concentrada no Rio Grande do Sul.De 65 a 78, após ter fundado em 64 a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA), Dr. Aloysio Faria deu um impulso decisivo à criação nacional realizando as primeiras importações de porte e qualidade. Um ano depois foi realizado o primeiro leilão. As importações continuaram crescendo de 82 a 84. A procura passou a ser bem maior que a produção, todos os cavalos tinham um grande valor.Diante de uma situação econômica ruim no período de 86 a 90, as importações brasileiras foram limitadas para 100 Cavalos Árabes por ano.Os anos seguidos de alta produção e o excesso de oferta que invadiu o mercado fez com que os criadores diminuíssem as importações em 1993.Os compradores se tornaram mais exigentes, o brasileiro trocou a quantidade pela qualidade e a partir daí, os animais brasileiros alcançaram o sucesso entre criações de todo o mundo.Atualmente, a produção do Cavalo Árabe no Brasil é reconhecida internacionalmente. Quarto De Milha Selecionada nos Estados Unidos da América, a partir dos cavalos selvagens “Mustangs” de origem berbere e árabe, introduzidos na América pelos colonizadores espanhóis. A partir de 1611, com a chegada de algumas éguas vindas da Inglaterra, cruzadas com os garanhões “Mustangs”, deu como resultado animais compactos, extremamente dóceis, muito musculosos e capazes de percorrerem pequenas distâncias com mais rapidez que quaisquer outras raças. Sua seleção foi direcionada para produzir animais de trabalho e lida com o gado, tornando-o imbatível para a condução do gado e captura de reses desgarradas, graças à sua velocidade em curtas distâncias. Atualmente cruzados com o Puro Sangue Inglês dão excelentes animais de corrida, imbatíveis nas curtas distâncias. O Quarto de Milha foi introduzido no Brasil em 1954, por iniciativa da empresa King Ranch, na região de Presidente Prudente. Características: Cavalos muito versáteis, dóceis, rústicos e inteligentes com altura média de 1.52m, cabeça pequena, fronte ampla, perfil reto, olhos grandes e bem afastados. Pescoço piramidal com linha superior reta, dorso e lombo curtos, garupa levemente inclinada, peito profundo, membros fortes e providos de excelente musculatura. Aptidões: Considerado um dos cavalos mais versáteis do mundo, pode ser utilizado nas corridas planas, salto, provas de rédeas, tambores, balisas, hipismo rural e lida com o gado. Introdução no país Crioulo: A raça brasileira Crioulo é originário do Sul do país. A 1a. associação de criadores de cavalo crioulos foi fundada em Bagé, RS, em 1932. O cavalo crioulo é pequeno e pesa de 400 a 450 Kg. O Crioulo é descendente direto do cavalo espanhol trazido pelos descobridores no século XVI. As primeiras importações de volta para o vice-reinado do Prata foram feitas em 1535 por D. Pedro Mendonza. Mais tarde a cidade foi saqueada pelos índios, e esses cavalos se espalharam por vastas áreas do campo e procriaram livremente, daí a disseminação. Árabe: Chegou no Rio de Janeiro em 1859 um carregamento composto de 14 garanhões vindo do Norte da África. Vindo da França, o mesmo foi enviado para o RS pelo Dr. Candido Dias de Barba. O Dr. Assis Brasil que, em visita a Arabia, adiquiriu perto de Gasa 3 garanhões, animais largamente usados em sua estância de Ibirapuitem, com éguas argentinas. Percheron: Chegou ao Brasil no início do século, mais precisamente na década de 20 trazido pelo exército brasileiro, pela companhia matarazze e a companhia e cervejaria Antartica. Mangalarga: A história do mangalarga teve início quando os garanhões da raça Alter, vindos com D. João VI. Na época da invasão de Portugal por Napoleão, chegaram as mãos dos Junqueira no Sul de Minas Gerais. Acasalados com éguas existentes deram origem ao Mangalarga.



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EMERSON


08/06/2017
ANO:185
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]