26 de novembro de 2023, domingo Atualizado em 20/03/2025 19:34:30
•
•
Aaru: espécie de bolo preparado com um tatu moqueado, triturado em pilão e misturado com farinha de mandioca.Abá: Veja auáAbabá: tribo tupi-guarani que habitava as cabeceiras do rio Corumbiara(MT).Abaçaí: a pessoa que espreita, persegue, gênio perseguidor de índios espírito maligno que perseguia os índios, enlouquecendo-os.Abacataia: peixe de água salgada, parecido com o peixe-galo.Abacatina: Veja Abacataia.Abacatuaia: Veja Abacataia.Abacaxi: fruto cheiroso.Abacutaia: Veja Abacataia.Abaetê: pessoa boa, pessoa de palavra, pessoa honrada.Abaeté: Veja Abaetê.Abaetetuba: lugar cheio de gente boa.Abaíba: noivo, Namorado.Abaité: gente ruim, gente repulsiva, gente estranha.Abanã: (gente de) cabelo forte ou cabelo duro.Abanheém: Veja Avanheenga.Abanheenga: Veja Avanheenga.Abaquar: senhor (chefe)do vôo.Abaré: Veja Avaré.Abarebêbê: de homem distinto que voa, o padre voador.Abaruna: Veja Avaré.Abatí: milho, plantação de milho.Abatiy: vinho de milho.Abequar: Homem que voa.Abirú: cheio, repleto, farto, gordo, cheio de comida.Aboçápecaú: nome de numa taba encontrada na ilha pelos primeiros conquistadores. Aboçá é corrupção de Imbiaçá que vem de Mbé – açaba – a saida do caminho , o porto ; peca significa pato e U significa, água, rio. Donde temos:Aboçá-peca-u ou Mbê-açaba-peca-u que se transformou no Massiambú. Dos nossos dias e que interpretamos caminho do rio do pato.Abói: minhoca.Abunã: Comida com ovos de tartaruga da Amazonia.Abuna: Veja Avaré.Açã: Gritar.Acag: Veja Acanga.Açaí: fruta que chora, fruta de onde sai líquido.Acamim: uma das espécies de pássaros; uma das espécies de vegetais.Acanga: Cabeça.Acangatara: Cocar, enfeite de cabeça, espécie de coroa de penas de cores vistosas, usada nas festas das tribos.Acará: Denominação da garça branca.Acará: garça, ave branca.Açarai: de rio do acará ou cará.Acarai: Veja Acaraú.Acarapeba: Veja Carapeba.Acarapéua: Veja Carapeba.Acarapeva: Veja Carapeba.Acaraú: rio das garças.Acauã: Lingua Tupi. Ave que mata as cobras e sustenta com elas seus fiihos.Acemira: o que faz doer, o que é doloroso (moacir).Acir: Veja Acemira.Acre: Vem de Áquiri, touca de penas usada pelos ìndios munducurus.Açu: grande, considerável, comprido, longo.Acutia: nome de uma taba indígena que existia onde é hoje a capital de Santa Catarina no lado continental. Vem do nome dado pelos guaranis ao animal roedor, conhecido vulgarmente por Cutia.Adjuloná: Assobios de folhas de buriti, entre os índios Carajás.Aêté: Veja Anête.Aguaniranga: bracelete com penas.Aguapé: redondo e chato, a vitória-régia, plantas que flutuam em águas calmas.Aguará: Veja Guará (2).Aguarachaim: de o devorador ágil.Aguaraçu: Veja Guara (2).Aiaiá: Veja Ajaja.Aíba: Mau, ruim.Aimara: Arvore, araçá-do-brejo.Aimará: túnica de algodão e plumas, usada principalmente pelos guaranis.Aimiri: Veja Aimirim.Aimirim: formiguinha.Aipim: de raiz enxuta, mandioca mansa.Airequecê: Veja Iaé.Airumã: estrela-d’alva.Airy: uma variedade de palmeira.Aisó: formosa.Aîtataka: bater o queixo de frio.Aîuba: maduro (fruto amarelo).Aîubyka: enforcar.Aîupuara: amarrar pelo pescoço.Aiyra: filha.Ajajá: colhereiro (espécie de garça, de bico comprido, alargado na ponta).Ajeru: Veja Ajuru.Ajuá: fruta com espinho.Ajubá: amarelo.Ajucá – Festa de Jurema, entre os indigenas.Ajurapéa: vem de Ajur-û pescoço escuro – nome de uma casta de papagaios e pê-caminho. Logo caminhos dos papagaios.Ajuru: árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível.Akag: Veja Acanga.Akãí: gravetos.Akaîu: caju, ano (os índios contavam anos, tomando como base o aparecimento do cajú).Akaîui: vinho de cajú.Akaîuti: castanha de cajú.Akangatu: memória, lucidez, inteligência.Akitãi: baixo, baixa estatura.Aleto: Veja Abacataia.Amana: Veja Amanda.Amanaci: Veja Amanacy.Amanacy: a mãe da chuva.Amanaiara: a senhora da chuva ou o senhor da chuva.Amanajé: mensageiro.Amanara: dia chuvoso.Amanda: chuva.Amandy: dia de chuva.Amao: Personagem divina que ensinou aos indígenas Camanaos, do Rio Negro, Amazonas, o processo de fazer beiju, tapioca e farinha de mandioca.Amapá: ama’pá – árvore da família das apocináceas (Parahancornia amapa),de madeira útil, e cuja casca, amarga, exsuda látex medicinal , de aplicação no tratamento da asma , bronquite e afecções pulmonares , tendo seu uso externo poder resolutivo e cicatrizante de golpes e feridas.Amary: uma espécie de árvore.Amatirí: Veja Amãtiti.Amãtiti: raio, corisco.Amazonas: Nome de mulheres guerreiras que teriam sido vistas pelo espanhol Orellana ao desbravar o rio. Porém, para alguns historiadores , vem de amassuru , idioma Tupi, Águas retumbantes.Amberé: lagartixa.Ambûá: centopéia.Amendoim: de fruto enterrado.Amerê: fumaça.Ami: aranha que não tece teia, espremer.Amó rupi: ao contrário, às avessas.Ámo: Algum.Amongûy: emplumar o corpo de.Amopira: precipicio.Amosobaindaba: o outro lado do rio, a outra margem.Amuara: Algum dia.Amundaba: aldeia vizinha, arrebalde.Amyipagûana: antepassado.Amyniîu: algodão.Amyri: finado, defunto (forma afetiva).Anaantanha: Imagem do diabo. Tanha, figura e Anaan, diabo.Anacê: parente.Anajé: gavião de rapina.Anama: família, parente, raça, nação.Anama: grosso, espesso.Anamí: uma das espécies de árvores.Anãmiri: anão, duende.Ananã: Vejae abacaxi.Ananas: o Veja abacaxi.Anauê: salve, olá.Andirá: morcego.Andira: o senhor dos agouros tristes.Anduba: (Verbo) Perceber. Sentir.Anequim: de espécie de tubarão.Anête: Elevado, elevadíssimo.Angá: afeição, ternura.Anga: Alma.Angá: expressão de surprêsa agradável, oh que bom!.Anga: sombra, abrigo, alma.Angaba: assombração.Angaba: exprime compaixão (coitado!).Angatu: alma boa, bem estar, felicidade.Angoera: Fantasma, visão, imagem, Tupi-Guarani.Angu: de papa de farinha.Angûera: espírito, alma penada.Angûeraso: espantar, atemorizar, aquilo que apavora.Anha: dente.Anhãi: na ponta, no cabo.Anhana: expelido, empurrado.Anhangüera: diabo velho.Anhapoã: presas, dente canino.Anhato-mirim: Ilhote onde se levanta o forte de Santa Cruz , vemos também escrito Inhato Prazeres Maranhão , dá para este vocábulo a significado de cão, mas como não encontrei nenhum vocabulo em tupy-guarani em que possa me basear para afirmar isso. prefiro a tradição popular que diz que a palvra Anhatomirim nao sejaescrita como cão pequeno. Mas seja escrita como aanhan ou anaann to mirim Diabo ilha pequena (pequena ilha do diabo).Anhima: de a ave preta.Anhó: só, somente.Anhubana: abraçar.Anhuri: colo, estreito no meio.Aninga: arrepio, arrepiar-se.Anomatí: além, distante.Anonga: agourar, prognosticar.Antã: forte, ágil, esperto.Anu: de o aparentado.Aondê: coruja.Apamonama: misturar, remexer.Apatuiá: secar.Apé: caminho, trilha.Apearõ: entocaiar, esperar escondido.Apeasaba: pontilhão, passarela.Apecatu: o bom caminho.Apecu: Veja ape’kü.Apecum: Veja Ape’ku.Apeîara: guia (conhecedor dos caminhos).Ape’kü: brejo de água salgada (à borda do mar) croa de areia feita pelo mar.Apenunga: onda.Apeoka: descascar, desentortar.Apepu: som de coisa oca.Apepûera: casca de concha.Apererá: raso, igual, tosado.Apeterei: de Rio do meio.Apiçá: Atenção.Apichai: crespo, enrugado.Apicu: Veja Ape’kü.Apicum: Mesmo qeu Ape’ku.Apoena: aquele que enxerga longe.Apuama: que não para em casa, veloz, que tem correnteza.Apuava: de o saltador.Apué: longe, distante.Apyrytá: armação de cumeeira.Apytama: feixe, molho, ramalhete.Aquíri: Perna.Arabé: barata, besouro.Araçá: de fruto de época, tempo.Aracambé: cachorro-do-mato, o cachorro vinagre.Aracangüira: Veja Abacataia.Araça-pitanga: de Araçá vermelho:Araçary: Veja Arassary.Araçatuba: de muito araçá, araçasal.Aracê: aurora, o nascer do dia, o canto dos pássaros (pela manhã).Aracema: bando de papagaios (periquitos, jandaias, araras), bando de aves.Araçóia: Saia de plumas de ema que os Indios usavam ao redor da cintura em certas cerimônias.Aracu: Na astronomia indigena do Amazonas, e o grupo de estrelas que forma a empunhadura da espada do Orion na constelação do mesmo nome.Aracuam: de o papagaio esguio.Aracy: a mãe do dia, a fonte do dia, a origem dos pássaros.Araguari: de rio do esconderijo dos papagaios.Aram: sol.Arani: tempo furioso.Arapari: 0 Cruzeiro do Sul, para as tribos indigenas do Rio Solimoes.Araponga: de o papagaio que soa estridente.Arapuã: abelha redonda.Arapuca: de colher aves ,armadilha para aves, construindo numa pirâmide de gravetos de pauzinhos ou lasca de bambu.Araquan: Veja aracuam.Araquari: este nome vem assim grafado em antigos mapas: Lecori,Ancori, Lencori, Araracari, Aracori, Araquari, penso que a grafia mais exata é a ultima. Temos então; . Ara- papagaio, quara – buraco.esconderijo e Y, água rio; logo rio do esconderijo dos papagaios.Arara: de aumentativo de ará papagaio, papagaio grande.Ararama: Veja Araruama.Araranguá: este nome aparece pela primeira vez no mapa de Clemente Jough ( 1640 ) grafado , Aremangar e depois, em outros, Ararariga , Aranga , Areronger , Auronga , Araranga, Jerongoa, etc. Vem, pois, de Arara especie de papagaio e gua ou goá , vale baixada , bacia; logo vale dos papagaios.Ararapari: È a enxó indigena.Araraquara: de buraco esconderijo, ninho, logo – esconderijo dos papagaios.Araraúna: arara preta.Ararê: amigo dos papagaios.Araruama: terra dos papagaios.Ararúna: Veja Araraúna.Arassary: variedade de tucano.Arasy: estrela d’alva, madrugada.Arataca: de armadilha de papagaio.Aratama: Veja araruama.Araticum: de vaso da bago de fruto (Veja urucum).Aratingaúba: de arvore do papagaio branco.Aratinguá: de papagaio de bico redondo.Araúna: ave preta.Araxá: lugar alto onde primeiro se avista o sol.Aré: 0 Noé dos indigenas Tupi-Guarani.Arebá: demora.Arebo: cada dia.Areté: dia festivo.Ári: Em cima.Arioca: de casa, ninho de sapo.Ariranha: de manchada de vermelho.Aririu: Veja Iririu.Ariu: Veja Iririu.Aroeira: de arvore velha.Aroui: de rio do sapo.Aru-Apucuitá: Remo de aru, assim chamavam os indigenas do Rio Negro.Aruça: de caranguejo.Aruru: Tristonho.Asema: grito, gritar, gritador.Assurini: tribo pertencente a família lingüística tupy-guarani, localizadas em Trocará, no rio Tocantins, logo abaixo de Tucuruí/PA.Atã: Veja Antã.Ataendy:chama.Ataendyuru: castiçal, lamparina.Atagûasu: fogueira.Ataîru: companheiro de viagem.Atauúba: flecha incendiária, foguete.Ati: gaivota pequena.Atiaîa: raio de luz, que reflete luminosidade.Atiati: gaivota grande.Aturasá: Branco que casava com índia.Auá: homem, mulher, gente, índio.Auaiú-aiapé: Bate-Pé.Auati: gente loura, milho, que tem cabelos louros (como o milho).Auçá: de Caranguejo.Aupaba: Terra de origem.Avá: Veja auá.Avanheenga: língua de gente, a língua que as pessoas falam.Avaré: amigo, missionário, catequista, senhor de preto, padre.Avati: Veja Auati.Awa: redondo.Awañene: Veja avanheenga.Awapé: Veja Aguapé.Awa’ré: Veja Abaré.Awaré: Veja avaré.Ayayá: Veja Ajajá.Aymberê: lagartixa.Ayty: ninho.Ayurú: Veja Ajurú
Caá: mato, folha.Caapii: Veja CapimCaapora: Veja CaiporaCaapuã: Veja CaiporaCaba: marimbondo, vespaCabanheém: Veja AvanheengaCabiru: de rio da coruja.Caboclo: de tirado do mato, sertanejo. Caboclo: procedente do branco, mestiço de branco com índio, cariboca, carijó, antiga denominação do indígena, caburé , tapuio, atualmente, designação genérica dos moradores das margens dos rios da Amazônia. Cabore: Ave noturna, de pio ululado, tida como agourenta pelos indigenas Cariris.Cabreuva: de fruto da coruja.Cabriuna: de ma-to de casca preta.Cabrué: de a corujaCaburé: Veja cabocloCachumba: de Inflamação das glândulas salivais.Caci: Dor.Cacira: vespa de ferroada dolorosaÇaçuena: SacuenaCaçula: de o filho mais novo.Cacupé: de caá folha de arvore, o mato, e cupê atras, apoio, costa, logo: costa do mato, atras do mato.Caetê: de mato virgem ou verdadeiro.Cafundó: de sitio escuso.Cafuné: de estalido que se da com as unhas na cabeça de alguém que se cata.Cafuzo: Veja CabocloCaiacanga: de cabeça de bugio (espécie de macaco).Caiacanga-açu: de cabeça de bugio grande.Caiacanga-mirim: de cabeça de bugio pequena.Caiana: de variedade de cana de açúcar.Caiçara: Cerca feita pelos indigenas em torno da taba (vila indigena).Caingangue: grupo indígena da região Sul do Brasil, já integrado na sociedade nacional, cuja língua era outrora considerada como jê , e que hoje representa uma família própria, coroado, camé, xoclengues.Caipira: de o vergonhoso, roceiro, aldeão.Caipora: aquele ou aquilo que (vive ou mora) no mato.Çaira: de olhos pequenos.Caité: Veja caeté.Caitétu: de dente aguçado.Cajuru: de entrada do mato.Calundú: de mau humor, cabeça esquentada.Calunga: de boneca, negro, cabeça preta.Camb: leite, líquido do seio, peito, teta, mamica.Cambacica: de peito liso.Cambajura: de matagal rijo.Cambirela: De cambir-reya – muitos seios ou dorsos empolados, em alusão talvez ao grande numero de picos da serra do mar.Cambirera: Veja CambirelaCamboatá: de mato que serpenteia.Camboi: de rio das vespas.Camboim: de folha, mato.Camborim: de rio do robalo.Camboriu: de rio onde corre o leite.Cambucá: de vem de folha mato e que estoura.Cambui: de o Veja camboim.Cambuquira: Broto de abobora.Camburé: de coruja.Camé: subtribo do grupo caingangue.Camuá: palmeira de caule flexível, cheia de espinhosos.Camu-camu: fruta pouco conhecida que possui grande quantidade de vitamina C.Canema: de folha fedida.Cangica: de grão mole ou cosido.Cangicassu: de grão grande cosido.Cangua: de cabeça redonda.Canguari: de rio do extremo.Cangueiro: de cabeça velha, caveira.Canhanha: de roncador. Salema.Canhenha: de mato que rumoreja (resmunga).Caninana: de seco e riscado.Canitar: Cocar.Canjica: de papas de milho branco, dentes, grão mole.Canoa: embarcação a remo, esculpida no tronco de uma árvore; uma das primeiras palavras indígenas registradas pelos descobridores espanhóis; montaria (designação atual usada pelos caboclos da Amazônia); (ubá).Capanema: de mato ruim, imprestável.Capão: de ilha de mato.Capenga: pessoa coxa, manca.Capim: de folha miúda, mato fino, folha delgada.Capinar: de pelar o mato, despir de folhas (carpir).Capitinga: de folha miúda branca.Capivara: de o comedor de capim, o Herbívoro.Capivari: de rio da capivara.Capoeira: de mato velho, extinto.Capororoca: de mato barulhento.Capororora: de variedade de anta.Cará: de acará (peixe) escamoso. Pode também vir de cará, raiz tubérculo.Caraá: de a semente do cará.Caracambé: peixe-galo-do-brasil.Caracú: de medula óssea. Raça de gado.Caracuva: de piolho de galinha.Caramona: de arbusto.Caranha: de o acará falso.Carapeba: de o acará chato, tipo de peixe de rio Acará ou simplesmente caráCarapiá: de o cara pintado.Carapicú: de acara comprido, peixe também conhecido como Escrivão.Carapinha: de cabelo crespo de negro.Carapitanga: de acara vermelho.Caratinga: de acará branco.Caraú: de Rio do acará.Carauna: de folha preta.Cari: o homem branco, a raça branca.Cariboca: Veja caboclo. Carijó: procedente do branco, mestiço, como o galináceo de penas salpicadas de branco e preto, caboclo, antiga denominação da tribo indígena guarani , habitante da região situada entre a lagoa dos Patos(RS) e Cananéia (SP), carió, cário, cariboca, curiboca, caburá, tapuio. Cariman: de massa de mandioca.Carió: Veja carijó.Carioca: de casa de branco, fonte de água.Cariru: de folha grossa.Caroba: de folhar amarga.Caroceira: de raspas de mandioca.Carrancho: de o que arranha.Carrapicho: de espinho comprido.Càruru: Veja Carirú.Cascavel: Veja Bapo.Catagua: Veja Catigua.Catapora: de fogo que irrompe (espécie de varicela).Cateretê: de estalar (dança).Cateta: de variedade de anchova.Cati: bem, bastante, muito.Catiá: Veja Catiguá.Catiguá: de folha riscada.Catinga: de mato branco.Catú: Veja Cati.Caturrita: de pequeno, anão.Cauna: Veja Carauna.Caverá: de folha brilhante, luzidia.Cê: Canta.Ceará: Vem de Siará, “Canto da Jandaia”, um pequeno papagaio.Ceci: Mãe.Céia: Gente.Cendira: Irmã.Ceriu: de rio do siri.Chacharra: de variedade de gaturamo.Chanchere: Veja Xanxere.Chapecó: de donde se avista o caminho da roça.Chimbé: de diz-se do boi cujas aspas encurvadas quase tocam a testa.Chipa: guloseima feita de polvilho e queijo, também usada no Paraguai.Chiripá: de espécie de cinto.Chiú: Choro.Chopim: de Conhecido também por Vira-bosta.Cica: de resinoso.Cipó: de fibra que se apega.Cipoai: de cipó áspero.Coandu: de o que corre na roça. Espécie de ouriço.Coaraci: O sol, no idioma Tupi, ou nheengatu. De coá, este, ara, dia, ci, mãe deste dia, a explicação da origem da luz diurna.Guaraci, uma teogonia indígena, escreve que o sole o criador de todos os viventes, sujeitos a Coraci, com o domínio sobre os seres privativos de sua jurisdição, vivem Anhanga, protegendo a caça do campo, Caapora, a do mato, Guirapuru, os passaros, Uauiara, os peixes. A irmã e esposa do Coaraci a Jaci, a Lua, tendo semeihantemente sua corte, com fungbes identicas as do seu irmao.Coati: de o riscado.Çoba: a cara. Rosto.Coema: Já é dia. Manhã. Amanhecer.Coivara: de limpa de roça (queimada para roçar).Congonha: de erva que sustenta.Copaiba: de arvore da formiga.Copiuba; Veja Copaiba.Corcoroca: de o que ronca.Cotegipe: de rio torto ou sinuoso.Cotia: Veja Acuti.Cotuba: de muita carne (forte nutrido).Cricri: de pequeno gavião.Cuangueri: de rio da careira.Cubatão: de elevação; terra montanhosa.Cuera: de velho, antigo, o passado.Cui:Farinha bem fina.Cuia: de a farinha, o pó (vaso feito de catuto).Cuica: Espécie de rato grande com o rabo muito comprido , semelhante ao canguru tambem pode ser um instrumento de percussão feito com um pequeno cilindro em uma de cujas bocas se prende uma pele bem estirada.Cuité: de vaso verdadeiro.Cumbata: Veja Camboata.Cunhã: Linguarudo. Mulher.Cunhaduva: de a canoa da mulherCuore: Já Agora.Cupe: de atrás, costa.Cupendipe: Indígenas de asas que os apinajés diziam existir no Alto Tocantins.Cupim: de cupi a formiga.Curiboca: Veja caboclo.Curitibanos: de Pinheiral.Curumim: menino.
I: água, pequeno, fino, delgado, magro.Ia ia: Outra forma de dona, senhora.Iabaquara: Veja jabaquara.Iacamim: Veja jacamim.Iaciara: O dia de luar.Iaé: Lua.Iamí: noite.Iandé: a constelação Orion.Iandê: você.Iapuçá: JapuçáIara: Veja Yara.Iarateguba: de onça amarela.Iba: ruim, feio, imprestável.Ibi: terra.Ibira: madeira, árvore.Ibiraquera: Veja Biraquera.Ibitinga: terra branca.Ibituruna: de nuvem negra.Ica: Trombeta dos indígenas Bororos, do Mato Grosso, produzindo um som grave, com que acompanham ritos religiosos e cerimônias funebres.Içara: de esteio, tronco de arvore.Icicaribá: de fruto resinoso.Icó: Ser, estar, viver.Iê: Veja Jê.Ig: água.Igaçabas: Urnas funerarias.Igarapé: de caminho da canoa.Igararetés-Igaras: Troncos de arvores.Igarité: de canoa de vulto.Igaropaba: Veja Garopaba.Iguaçu: água grande, lago grande, rio grande.Iguara: Veja Guara(1).Iguarapé: de o caminho dá canoa.Iguatemi: de rio sinuoso. Ilapocú: vem de pedra comprida. Íma: Sem. Imarui: vem de mosquito. Imbauvão: Veja embauba.Imbé: de planta ras-teira.Imbeuvaçu: de grande arvore oca.Imbituba: lugar de muita planta, trepadeira.Imerim: de rio pequeno.Inchu: de mel de abelha rugoso.Indaiá: um certo tipo de palmeira.Indaial: de a palmeira.Inhambú: de o que levanta o vôo rumorejando a perdiz.Inhanguera: Veja anhanguera.Inhapum: Veja Inhambu.Inquirim: de morro do sossego.Intanha: Variedade de sapo.Ió: Procedente.Ipanema: e rio ruim, imprestável, lugar fedorento.Ipê: de arvore distinta.Ipêaçú: de arvore distinta grande.Ipi: o primeiro, a primeira vez.Ipitanga: rio vermelho.Ipú: a fonte.Ipura: Cheio.Ira: Veja Japira.Iracema: lábios de mel.Irai: Veja irani.Irakitã: Veja AKitãi.Irani: de rio do mél.Irapuã: mel redondo.Irara: de o papa mel.Irati: Veja Irani.Iriribá, Ariribá: de fruto que amarga.Iririu: de rio da ostra.Irob: de amargo.Irupé: a vitória régia.Ita: pedra.Itacolomi: de o filho ou o menino de pedra.Itacorai: Veja Itacorubi.Itacorubi: de rio das pedras esparsas.Itacorui: Veja Itacorubi.Itacurui: Veja Itacorubi.Itaguaçu: de grande pedra grande ou muitas pedras.Itai-guaçu: de rio da pedra grande.Itaimbé: de a pedra pontuda, afiada.Itai-mirim: de rio da pedra pequena.Itaipava: vemo-lo também grafado assim: itapava itopava itoupava etc. vem de ita pedra e ipaba levantada; recife, travessão rochoso.Itajahy: do nosso atual Itajai vem de taiá e y rio: rio do taiá. Em mapas antigos vemo-lo grafado: tacahug tojahy tucuay taiahug tayahug tajaiye.Itajai: de rio do taiá.itajai-guaçu: de Itajai grande.Itajai-mirim: de Itajai pequeno.Itajuba: de pedra amarela.Itajubá: de Pedra amarela.Itamambeca: esponja do marItamirim: de pedra pequena.Itapava: Veja Itaipava.Itapema: de pedra rasa, lajeado.Itaperiu: de rio do cabeço de pedra.Itaperobá: de pedra do caminho da canoa.Itaperuva: Veja Itaperobá.Itapeva: de pedra chata rasa, um lajedo.Itapitanga: de pedra vermelha.Itapitinga: de lajedo branco.Itapoã: de pedra redonda.Itapoan: Veja itapoã.Itapocoroi: de laje que abrolha. Itapocu: em mapas antigos o vemos também escrito; tapuca tapicu tapucu. Vem de Itapocu pedra comprida. Itaqui: de pedra afiada, pontuda.Itatiba: muita pedra, abundância de pedras. Itaum: de pedra preta, ferro. Itaúna: de pedra preta.Ité: ruim, repulsivo, feio, repelente, estranho.Itinga: de rio branco, água clara.Itopava: Veja Itaipava.Itoupava: Veja Itaipava.Itupeva: de salto rasteiro.Iu: espinho.Iua: Veja Iba.Iuçara: Veja Juçara.Iurirémirim: Veja Jureremirim.Iuru: de boca, baia, remanso.Iurumirim: Veja Jureremirim.Iva: Veja Iba.Iviturui: frio na parte mais alta de uma serra.Iwa: Veja Iba.Jabaquara: rio do senhor do vôo.Jaboti: de o que come pouco, o cágado.Jaboticaba: de comida de jabuti.Jabró: fugir.Jaburu: em alusão ao modo de andar da ave, de a que é inchada.Jacá: de o cesto.Jacamim: ave ou gênio, pai de muitas estrelas.Jaçanã: ave que possui as patas sob a forma de nadadeiras, como os patos.Jaçanan: de o que grita forte.Jacarandá: de o que tem o centro duro.Jacaré: de o que olha torto, encurvado.Jacareuba: de fruto encurvado.Jacaúna: indivíduo de peito negro.Jaci: Na teogonia indígena, era irma a casada com o sol, Coaraci. Presidia a vida vegetal. Os indigenas faziam grandes festas com comidas; laci Omunhã.Jacu: espécies de aves vegetarianas silvestres, semelhantes às galinhas, perus.Jacuba: de pirão de farinha de mandioca, De água morna.Jacucaca: de o que come grãos do mato.Jacuí: jacu pequeno.Jacuman: de o jacu erguido.Jacundá: Dança tradicional indígena no Amazonas.Jacupemba: de o jacu inferior.Jacutinga: de o jacu branco.Jaê: nós dizemos, temos dito, falamos.Jaguar: Veja jaguara.Jaguara: de o que devora (cachorro, lobo, gato, onça).Jaguaracambé: cão de cabeça branca.Jaguaretê: de onça verdadeira.Jáguariu: de rio da onça.Jaguaruna: de onça preta.Jaguatirica: de onça medrosa.Jalapa: de o que é para se colher.Jambaqui: Veja Sambaqui.Jamé: oculto. Misterioso.Jamecó, o ser oculto.Jaobi: de a terra solta.Japecanga: de junco de espinho.Japira: mel.Japuçá: Veja Iapuçá.Jaquarana: de cigarra.Jaraguá: de ponta proeminente.Jaraguá: de vale do senhor.Jararaca: de o que tem bote venenoso.Jararacuçu: de jararaca grande.Jatai: de arvore de fruto duro.Jau: de aquele que devora (peixe).Jauá: Veja Iapuçá.Javaé: tribo indígena que habita o interior da ilha do Bananal.Javari: competição cerimonial desportiva religiosa.Jé: grupo etnográfico a que pertence o grosso dos tapuias.Jeriva: Veja Gerivá.Jeroquis: Danças.Jeru: árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível.Jeru: papagaio.Jetica: Batata-doce.Jibá: Braço.Jibaoçú: grande braço.Jibóia: de cobra d’água.Jiçara: Veja Juçara.Jiquitaia: Pimenta.Jiquitaia: de a formiga.Jó: Veja joca.Joaia: de rio de arbusto espinhento(rebenta cavalo).Joca: tirar, arrancar.Ju: Veja Iu.Jubapira: Arraia (peixe).Jucá: matar.Juçara: palmeira fina e alta com um miolo branco, do qual se extrai o palmito.Jumana: tribo do grupo aruaque, habitante da região dos rios Japurá e Solimões (amazônia Ocidental) – ximana – xumana.Jumbeba: cactos.Jundiá: de o que tem espinhos na cabeça.Jurêrêmirim: de pequena boca de d’água ( pode ser uma baia de mar calmo).Juriti: de o pescoço branco.Juru: Veja jeru.Jurubatiba: lugar cheio de plantas espinhosas.Jurubatuba: de enseada muito ampla.Jurubeba: planta (espinhosa) e fruta tida como medicinal (o fruto é, muito amargo.Jurumbeba: folha chata com espinhos, cacto.Juruquiçaba: de ninho de papagaio.Jururu: de aruru, que significa triste.Kaá: Veja Caá.Kaapora: Veja Caipora.Kabu’ré: Veja Caboclo.Kaluana: lutador de uma lenda da tribo.Kamaiurá: Veja Iaé.Kamaiurá: Veja Kaluana.Kamby: Veja Camb.Karajá: marimbondo.Kariboka: Veja Caboclo.Karioka: Veja carioca.Ken: O Veja torê, instrumento de sopro entre os indígenas da raça Tupi, para as danças comemorativas da caça, pesca a vitórias guerreiras.Kilaino – Duende dos Bacaeris, Caraíbas do Mato Grosso, variante do Caipora, Curupira, Saci-Perere. Koko – Festa dos Kayapós.Ki’sé: Veja Quecê.Koko-Kuba: Peixe.Kubut: Macaco guariba.Ku’ika: Veja cuica.Kukoire: Macaco prego.Kurumí: Veja curumim.Lambari: de peixinho, baratinha.Laurare: Veja Karajá.Lauré: arara vermelha.Lexiguana: de o bando, o enxame.Lucarana: de vermelho falso.Lucurana: Veja Lucarana.Macaíba: Veja Macaúba.Macaúba: fruto da macaúbeira (comestível, coco de catarro), fruto do sertão.Macuim: de bicho pequeno que rói.Magangá: Veja Mamangaba.Mairá: uma das espécies de mandioca, típica da região Norte.Mamangaba: de Vespa desordenada.Mame: em algum lugar. Onde?Mampituba: de cousa que é arejada, ventilada; o sopro. o hálito.Manau: tribo do ramo aruaque que habitava a região do rio Negro.Manauara: natural de, residente em, ou relativo a Manaus.Mandaçaia: de o que se espalha envolvendo.Mandi: de nome dado aos bagres.Mandiguaçu: de o bagre grande.Mandijituba: de rio abundante de peixe mandi (bagre).Mandioca: aipim, macaxeira, raiz que é principal alimento dos índios brasileiros.Mandiocaçu: mandioca grande (mandioca, açu).Mandobi: de fruto enterrado.Mandovi: Veja Mandobi.Mangona: variedade de cação.Manguari: de pessoa alta e magra.Mangue: Veja Ape’ku.Maní: deusa da mandioca, amendoim.Maniçoba – Mandioca.Manioca: deusa Maní, foi enterrada na própria oca, gerou uma raiz alimenticia, raiz de mandioca.Maniua: Veja maniva.Maniva: tolete ou folha da mandioca; se usa na alimentação na região Norte.Manjuba: de peixe amarelo.Mantiqueira: de coisa que verte , vertente.Manu: morto.Mara: mar.Maracá: Veja Bapo.Maracanã: de casca grossa e rija.Maracaxá: Veja Bapo.Maracuja: de fruto que faz vaso ou vasilha.Marajó: procedente do mar.Maranhão: Do Tupi mba’ra e nâ, corrente, rio que semelha o mar, primeiro nome dado ao rio Amazonas.Maratimba: de a gente de mistura branca.Maricá: de folha miúda.Marimbondo: de mosca que flecha. Marui: Veja maruim. Maruim: de mosca pequena, mosquito. Massau: uma das espécies de macaco, pequeno e de rabo comprido.Massiambu: Veja Abocepecau. Talvez provenha também de imbiaça-yembó a foz do regato ou de y-bem-açá-ybu o rio da barra.Mate: de bom para beber, bebida .Maturati: de o morro branco, alusão a uma cascata.Mbaekwara: Veja Baquara.Mbara: Veja Mara.MbaraKa: Veja Bapo.Mbaré: de o soprado, a gaita do índio.Mbau: Veja Bau.Mbeb: chato, achatado.Mbeba: Veja MbebMbir: de casca da arvore.Mboi: de cobra, Serpente.Membira: filho ou filha.Menboré-uaçu: Chefe Tupinamba.Mendarepé: Dote.Mendubi: Amendoim. Micuim: Veja maruim. Mingau: de papas de qualquer farinha.Minhoca: de o que é arrancado.Mirã: futuramente.Mirá: gente.Miraguaia: de peixe manso.Mirim: de pequeno.Mó:fazer, fazendo, tornar, tornando.Moina: Pos-se, colocou-se.Mongaba: reunião para falar.Monjuá: de a boca aberta (cofo para pesca).Moponga: Pescaria em que se bate na água, com uma vara para os peixes irem para a rede e ficarem malhados.Moquear: de assar sobre varas.Moqueca: de envolver.Moronguetá: os sentimentos verdadeiros, puros, instintivos.Motirõ: reunião para fins de colheita ou construção (ajuda).Muirakitã: Veja Akitãi.Mundeo: de o que se alça; armadilha.Munducurus: Forma geometrica.Mupõga: Veja Moponga.Mupunga: Veja Moponga.Muquiço: de o piolho.Muquirana: de o piolho falso.Mutirão: Veja Motirõ.Mutuca: de a mosca que perfura, ou aguilhoa, mosca que ataca os animais.Nã: Semelhante.Nambi: Orelha.Namoa: de gente de longe.Nanbiquara: fala inteligente, de gente esperta .Naurú: bravo, herói, cheio de vontade.Nê: teu, tua.Nhadiuva: de arvore da aranha.Nhambiquara: Veja baquara.Nhandú: de a que corre ligeira.Nhanduti: de teia de aranha.Nhanhan: de anã parente, próximo.Nhe: nhan, nham, falar, fala, língua.Nheengatu: nhegatu, língua boa, língua fácil de ser entendida .Nhemongaba: assembléia.Nhenhenhém: nheë nheë enê, falação, falar muito, tagarelice.Nhumbiuva: Veja Nhadiuva.Nítio: Não. Não há.Nitioecó: este não existe. Não ser.Nucurá: de a passagem do campo.Nungara: igual, semelhante.Oapixana: tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), fronteiras com a Guiana.Obá: rosto.Obi: azul.Oca: cabana ou palhoça, casa de índio.Ocara: praça ou centro de taba, terreiro da aldeia.Ocaruçu: praça grande, aumentativo de ocara.Oiti: de massa branca.Ok-pr-u-róri-róri: Espécie de Adorno.Oré: de para nosso ou nós.Orube: alegre, feliz, rindo.Pá: tudo.Paba: terminar, concluir; morrer; o fim.Paca: de o que é vivo, ágil. nome do roedor.Paca: esperto, vivo, vivaz, alerta.Pacaquara: vem de furna, toca de paca.Paçoca: de bolo esmigalhado a mão.Pacu: de rápido no comer.Pacupiba: de o pacu chato.Paem: tudo.Pagaré: de bando de pacas.Pagé: feiticeiro, sacerdote, líder espiritual.Pagoré: Veja pagaréPaina: de fruto en-trançado.Paineira: Veja Paina.Pajelança: Ação do feiticeiro índio que conserva o titulo nheengatu pajé. Cerimonial do pajé para alcançar fórmulas terapêuticas tradicionais por meio dos espíritos encantados, de homens e animais.Pamonha: de o visgo, o grude.Pampeiro: de campo planície (vento sudoeste).Panema: de coisa ruim.Pangaré: de cor de pelo de cavalo.Papanduva: de casca ru-gosa saltada.Papaquara: de variedade de saira.Papuan: de peixe redondo, a baleia.Para – Do Tupi Paóra, “mar”, designagdo do braço direito do Amazonas, engrossado pelas águas do Tocantins.Pará: rio e também prefixo utilizado no nome de diversas plantas.Parabiwa: madeira inconstante (variada).Paracanã: tribo encontrada durante a construção hidrelétrica de Tucuruí.Paraíba: Do Tupi par’a, rio, e a’iba, ruim, impraticável.Paraíba: rio ruim, rio que não se presta à navegação (imprestável).Paraibuna: rio escuro e que não serve para navegar.Paraiwa: Veja Paraíba.Paraná: Do Guarani pa’ra “mar” e nã, semeihante, rio grande semeihante ao mar.Paraná: de onde se avista o mar.Paranagua mirim: de Paraná de onde se avista o mar, guá vale, entrada e mirim pequeno; pequena baiaParanapiacaba: de para-nã-apiacaba donde se avista o mar nome pelo qual era conhecida parte da Serra do mar , no sul.Parati: de peixe branco.Pariparoba: de junco todo amargo.Paroba: Veja Peroba.Parobé: de rio todo amargoso.Pat: Tamanduá.Pataxo-Hã-Hã-Hãe: Tribo indigena no sul da Bahia.Patuá: de espécie de brebe ou breve De o que pertence a cama.Pauá: tudo, muito (no sentido de grande extensão).Pauetê nanbiquara: tribo da região do Mato Grosso (nanbiquara, nhambiquara).Pava: Veja PauáPawa: Veja PauáPê: a fim de…Pe: no, no local, na, em. Exemplo: ocape, na casa.Pé: vós. exemplo: pé saiçú, vós amais.Peba: de chato, plano, também uma variedade de tatú.Peperi guaçu: de rio de quedas grandes.Peperi mirim: de rio de quebradas pequenas.Pequiá: de casca tenra que abre.Pereba: de ferida, cicatriz, a ferida com casca.Perequê: de entrada de peixe.Perereca: variedade de camarãoPerituba: de banhado brejo, o juncal.Pernambuco: Do Tupi para’nã, rio caudaloso, e pu’ka, gerundio de pug, rebentar, estourar. Relativo ao furo, ou entrada, formado pela junção dos rios Beberibe e Capibaribe; de quebra-mar. (arrecifes).Peró: Portugueses.Peroba: de casca amarga.Perudá: amor.Peti: de casca.Petim-buáb: Cachimbo.Peua: peba.Peva: peba.Pewa: peba.Pi: de caminho.Pi: de miudo.Piaçaba: de a travessia do caminho.Piaga: Veja Pagé.Piauí: Do Tupi pi’au, piau, nome generico de vários peixes nordestinos. Piauí, rios dos piaus.Picuman: de coisa comprida também pode ser fuligem.Pigareva: Veja Pijarava (espécie de arraia).Pijareva: de peixe manchado.Pijirica: de peixe veloz.Piná: palmeira fina e alta, da qual se extrai o palmito, típica da mata atlântica.Pindabuna: de anzol preto.Pindaiba: de pau de anzol.Pindí: claro, limpo.Pipoca: de a pele estalando.Pipocar: de rebentar, estourar.Piquira: de a pele tenra.Pira: de Peixe.Pirabeiraba: de peixe brilhante, reluzente.Pirabeju: de peixe enroscado.Piracanjuba: de peixe de cabeça amarela.Piraguaçu: de peixe grande.Pirai mirim De rio de peixe pequeno.Pirai piranga: de rio do peixe vermelho.Pirai: de rio do peixe.Pirajubaé: de rio do peixe amarelo.Pirama: de está próximo.Piranha: de que corta a pele.Pirão: de farinha de mandioca com água. De posto de molho.Pirapitanga: de peixe Vermelho.Pirapuan: Baleia (cetaceo).Piraquera: de peixe gordo.Piratini: de Peixe Seco.Piri: de Peri o junco.Pirituba: de lugar de muito junco ou juncal.Pirongo: de catuto, cabaça .Pitaguar: Veja Potiguar.Pitanga: de vermelho.Pitar: de fumar tabaco.Pitiguar: Veja Potiguar.Pito: de o cachimbo.Pituna: noite.Pó: mão.Poçauna: de rede preta.Pocema: Festas.Ponga: o som ôco, retumbante.Porã: bonito.Pora: morador; habitante de…; gente.Poranga: de bonito, Lindo.Porangatu: bem bonito, belíssimo.Poru: gente.Potar: quero. Exemplos: itá a-i-potar, pedras eu as quero.Poti: camarão.Potiguar: indígena da região NE do Brasil.Potiguara: Veja Potiguar.Potiquequia: lagostaPotira: flor.Potitinga: de camarão Branco.Potoca: de mentira, embuste.Preá: de que mora no mato.Prejibaé: Veja Pirajubaé.Priminhó: de caça de peixe ou o salto do peixe.Puã: redondo.Puava: Veja Apuava.Puba: de podre mole.Puçá: armadilha para peixes e outros animais aquáticos.Puçá: de rede de pesca para siri ou camarão.Puçanga: mezinha, remédio caseiro ( receitado pelo pagé).Puita: de espécie de tambor.Puranga: Veja Poranga.Putanga: Veja pitanga.Putári: de querer, desejar (verbo).Puxirum: de reunião de pessoas para serviços agrícolas.Quá: dedo.Quarará: Tambor feito de madeira e pele.Quati: de o riscado.Qué: aqui, cá; também significa atenção, cuidado.: mboiqué, cuidado com a cobra.Quecé: faca velha e/ou enferrujada e/ou cheia de dentes e/ou sem cabo.Quecê: que foi ontem, que aconteceu ontem.Queixada: de o que corta.Quer: dorme.Quéra: Veja cuéra.Quiabo: de o pente.Quibaana: tribo da região Norte.Quicé: Faca de pedra.Quicé: Veja Quecê.Quiriri: vem de silencio sossego.Rã: de avermelhado.Raira: Veja Membira.Ramê: quando?Rana: semelhante, parecido.Raú: falso, fingido.Ré: amigo – rê (geralmente usado como sufixo).Ré: diferente, distinto.Recê: por causa de…, por amor de…Recó: ter, tratar, negociar.Reré: salta, saltita.Riri: tremer.Roama: para ser mantida de pé.Roína: ter consigo; manter junto de si.Ru: folha.Ru: pai.Ruca: que sai; procedente de…Rudá: deus do amor, para o qual as índias cantavam uma oração ao anoitecer.Saboga: de o pelado.Saci pererê: de olho pequeno escamoso.Saçuena: de perfume.Saguaçu: de olho grande.Saguarita: variedade de caramujo.Sagüi: Veja Massau.Sagüim: Veja Massau.Sai guaçu: de olhos pequenos (nome de pássaro do gênero Tangará).Sai mirim: de Saira pequena.Sai: de olhos pequenos e vivos,Saiçú: amar.Saiqui: de bando de sairas .Saira: Veja Sai.Sama; fio, corda.Samambaia: de olho enrolado.Sambaqui: de monte, ajunta-mento monte de cascas, casqueiro.Sambura: de pau enroscado (cesto pequeno).Sanga: de o alagado, o espraiado.Sanhaçu: de olho grande ou Sai Grande.Saó: de mau cheiro.Sapé: de alumiar é nome de uma Graminea, que serve para fachos.Sapica: de surra importunação, tostar ligeiramente.Sapiroca: de olho esfolado.Sapo: raiz.Saporema: de Moléstia que ataca a mandioca.Sapoti: de do mato.Saracura: de o que co-me soca de milho.Sarará: de a mariposa.Saru: de manso, calado.Sauá: Veja Iapuçá.Sauim: Veja Massau.Sauva: de o queixo.Sawi: Veja Massau.Sergipe: Do Tupi si’riupe, no rio dos siris, primitivo nome do rio junto a barra da Capitania.Siri: de cancer, caranguejo.Siriu: de rio do siri, ou rio do caranguejo.Socó: de Bicho que se arrima.Soim: Veja Massau.Sonhim: Veja Massau.Sorocaba: de rasgar(rasgão).Sororoca: de bicho que se arrasta.Sucupira: de casca saliente.Sui: de, longe de, do que (comparativo).Suindára: de o que não come.Suru: que desliza, manso.Surubi: de pele lisa, escorregadia.Surucu: de pescoço.Surucuá: de pescoço que se esconde.Surucucu: de pescoço sinuoso.Surui: tribo do parque do Aripuanã, região do Madeira, Rondônia.Tabaréu: de aldeia diferente.Tabatinga: de aldeia branca. pode porvir também de barro branco.Taboca: de haste furada.Tacami: Veja Itacolomi.Taconha: pênis.Tacorubi: Veja Itacolomi.Taguaçu: Veja Itaguaçu.Taia: de aroidéa conhecida.Taiabocú: de dente comprido.Taió: de folha de Taiá.Taioba: de folha do taiá.Tajai: Veja Itajai.Tajuba: de fruto de fogo.Tajuba: Veja Itajubá.Tajuva: Veja tajubá.Tamanduá: de caçador.Tamarana ou Tangapena – O tacape, uma arma indigena.Tamari: Veja Massau.Tambaturu: de ostra queimada.Tangará: de pluma, pena de guará (o pulador).Tanha: FiguraTapacura: Liga, atadura, que os indígenas do rio Uaupés, especialmente as mulheres, usam trazer amarrada abaixo do joelho e que pretendem os preserve das caimbras e lhes da resistencia para as longas caminhadas.Tapera: de aldeia extinta.Tapiaguaçu: de pênis grande.Tapioca: de tirado do fundo.Tapir: de a anta.Tapiruva: de Tapir a anta e uá espinha; a espinha, o osso da anta ou Taper-oã reina em pé.Tapitanga: Veja Itapitanga.Tapuia: Jes ou Tapuias, indígenas que habitavam o interior do Brasil.Tapuia: a índio bravio , mestiço de índio. índio manso (AM), qualquer mestiço trigueiro e de cabelos lisos e negros (BA), caboclo tapii, tapuio, designação antiga dada pelos tupis aos gentios inimigos.Tapuio: Veja caboclo.Taquara: de haste ou pau furado.Taquarapoca: de taquara que rebenta.Taquari: de haste furada fina.Taquaruçú: de taquara grande.Taquera: de jazigo de pedra,Taraguá: de Seio enfeitado.Tata: de fogo.Tatarana: Veja Taturana.Tatu: de casco grosso.Tatuira: de tatu da água (tatui).Taturana: de lagarta de fogo.Teçá: o olho do homem; olhar.Tembé: lábios.Tepiti: nome do coelho silvestre.Teriva: de alegria.Teró: Flauta de taquara.Tiba: abundância, cheio.Tié: de Barriga.Tijuca: de o brejo, a lama, lama preta, líquido podre, charco, pântano.Tijucupaua: lamaçal, atoleiroTijuquinhas: Veja Tijuca.Timbauva: de arvore que da água.Timbé: Veja Itambé.Timbó: nome de um cipó cujo suco embriaga o Peixe.Timburé: uma das espécies de peixes de rio, com manchas e/ou faixas pretas.Timburê: Veja Timburé.Tingá: de o poço.Tinga: Veja Peba.Tingua: de ponta redonda.Tinguaçu: de ponta grande.Tipioca: Veja Tapioca.Tipiti: Do Tupi tipi, espremer, e ti, sumo. Espècie de cesto para espremer a massa da mandioca usado na fabricação da farinha, muito usados nos engenhos de farinha de mandioca na ilha de Santa Catarina.Tipitim: Veja tipiti.Tiratembé: Veja Iracema.Tiririca: de mato rasteiro, de folha quebradiça.Tiririca: erva daninha famosa pela capacidade de invadir velozmente os terrenos.Tiua: Veja Tiba.Tiwa: Veja Tiba.Tiyug: tijuca.Tiyukopawa: tijuca.Tob: de verde.Toca: de a casa, o esconderijo, toca, furna.Tocaia: emboscada .Tocanguaçu: de tucano grande.Tocantins: bico de tucano.Toriba: o ser alegre.Tracotinga: de formiga branca (cupim ?).Tracovi: Veja Itacorubi.Traira: de arranca pele.Trapueraba: de folha levantada e brilhante.Tre: Fluir.Tremembé: de o tremedal.Trinoga: de a casa do morro.Tuba: Veja Tiba.Tubarão: de o semblante bravio.Tucano: de bico ósseo.Tucupi – Beiju-Mingau.Tui: de bico pequeno.Tupã: Deus.Tupã-beraba: Raio.Tupã-cunun: Trovao.Tupi (1): povo indígena que habita(va) o Norte e o Centro do Brasil, até o rio.Tupi (2): um dos principais troncos lingüísticos da América do Sul, pertencente.Tupi-guarani: um das quatro grandes famílias lingüísticas da América do Sul.Turi: A tocha, a fogueira.Turiaçu: a grande fogueira.Turuna: de valente, denodado.Tutóia (interjeição): Que lindo! Que maravilhoso!Uaça: Veja Aauçá.Uaçaí: Veja Açaí.Uaçaiçú: amar.Uaná: vagalume.Ubá: de canoa.Ubã: Pai (como situação na família).Ubá: Veja canoa.Ubaia: de fruto saudável.Ubatuba: de muitas canoas.Uçu: de variedade de capim.Uiba uí: Flecha.Uiquê: entrar.Uirá: pássaro.Uirapara ou uirapa: Arco. Umbu: arvore (imbu) Una: preto, preta.Upã: lagoa, lago.Upitanga: de rio vermelho.Uquirimbau: poder.Urissanê: Veja Uaná.Urnbuzeiro: Veja umbu.Urú: de urú ave.Urubici: de areal das aves.Urubu: de o que desprende mau cheiro.Urubuquara: de toca, buraco, ninho do urubu.Urubutiaga: de urubu branco.Uruçanga: de uru ave e çanga espraiado; espraiado das aves. Este nome vem escrito em mapas antigos como :Urolanga.Urucum: de o vermelhão.Urucurana: de urucum falso.Uruguai: vem de yuru gua o coracol, o buzio e Y rio; dos caramujos. querem alguns escritores que seja rio dos pássaros.Urumbeba: de a ma-deira, o tronco chato.Virá: de o lustroso.Vivaquera: Veja Biraquera.Votu: ar; vento.Voturantim: de o morro, a encosta branca; a cachoeira.Wapixana: tribo do ramo aruaque do alto rio Branco(RR), nas fronteiras com a Guiana , vapixiana , vapixana, uapixana , vapidiana, oapixana, oapinaWariwa: guariba, macaco de coloração escura, barbado.Wasaí: açaí, uaçaí, yasaíXá: Eu, meu, minha.Xanxerê: de a campina da cascavel.Xapecó: Veja chapecó.Xaperu: tribo da região NorteXará: tirado do meu nome.Xarãma: para mim.Xauim: Veja massau.Xavante: tribo indígena pertencente à família lingüística jê e que, junto com os xerentes, constitui o maior grupo dos acuéns. Ocupa extensa área, limitada pelos rios Culuene e das Mortes (MT).Xê: eu.Xerente: constitui o maior grupo dos acuéns. Ocupa extensa área.Ximaana: tribo habitante da região do rio Javari, na fronteira do Brasil com o Peru.Ximana: Veja jumana.Ximburé: Veja Timburé.Xoclengue: tribo caingangue do Paraná (rio Ivaí).Xororó: de tororó sussurrante, corredor.Xuatê: Veja Bapo.Xuê: devagar.Xumana: Veja Jumana.Xumane: Veja Jumana.
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]