É por demais conhecido o fato de que o Caminho de São Tomé passava por Sorocaba/SP. 1 de set. de 1940, domingoLuís Castanho de Almeida (1904-1981); “Sorocaba e os castelhanos”, Aluísio de Almeida, codinome de Luís Castanho de Almeida (1904-1981). Jornal Diário de Notícias, página 13 O mapa atribuído a Ruy Diaz de Guzman (1559-1629), autor da "Argentina", O mapa de Gusman encerra um erro grave que é uma verdade que desfigurou. Quanto mais podemos adiantar-nos no emaranhado das fontes, afirmamo-nos na certeza de que as expedições do ciclo do Guairá passaram por Sorocaba (então Ypanema e São Felipe), num caminho terrestre que era o mesmo antigo de São Tomé, dos nativos, e que os primeiros sorocabanos organizaram bandeiras que partiam por terra procurar o Paranapanema.Uma vista rápida sobre esse mapa nos mostrará as reduções do Guairá em frente a Sorocaba. E o rio Sorocaba incrivelmente afluente do Paranapanema! E, pior, da margem esquerda.O fazedor da carta geográfica interrogou viajantes, estes disseram: De São Felipe chega-se ao Paraná, pelo Paranapanema. [24848]Tomé foi o apóstolo que duvidou de Cristo, ele é conhecido pela Igreja como "O Incrédulo". Por duvidas dar chagas de Jesus, Tomé foi enviado aos lugares mais distantes da Terra. Ao voltar à Índia, foi martirizado, transpassado por uma lança, na atual Chennai, em 3 de julho de 72.3 de jul. do ano 72Manuel da Nóbrega (1517-1570)"Os nativos acolheram bem os europeus, Nóbrega fica surpreso. Mais ainda quando percebe que esses mesmos nativos procuravam a casa de culto e de catequese como se aquilo fosse um hábito antigo."Os nativos levam Nóbrega até um local sagrado. Alí haviam marcas de pegadas nas pedras, as quais apontavam os nativos e dizem "Zumé", Pay Zumé. O padre logo escreve uma carta ao seu superior em Coimbra informando a grande notícia: São Tomé esteve no Brasil!Cartas das Terras do Brasil:"Eles dizem que São Tomé, a quem chamam de Zamé, passou por aqui. E isto ficou dito pelos seus antepassados. E que suas pegadas estão marcadas, próximas de um rio, das quais eu mesmo fui ver, para maior certeza da verdade e vi, com meus próprios olhos quatro pegadas, bem marcadas com seus dedos." [23702]17º São Tomé esteve no Brasil!Eis o que em 1613 o padre José Cataldino escrevia a este respeito ao provincial padre Diogo de Torres: "Muitas coisas me tinham dito desde o princípio estes nativos, acerca do glorioso apóstolo São Thomé, que eles chamam pay Zumé, e não as tenho escritas antes, para melhor me certificar e averiguar a verdade. Dizem pois os nativos anciãos, e os caciques principais, que tem por certíssimo, por tradição derivada de pais a filhos que o glorioso apóstolo São Thomé veio á suas terras do lado do mar do Brasil, e que atravessando o rio de Tibaxiva (onde eles e seus antepassados moravam) então povoadíssimo de nativos, foi passando por seus campos ao rio Haybay, e que dai foi ao rio Piquirí, donde não sabem aonde foi. Nas cabeceiras deste rio, dizem os nativos, se acham pisadas do glorioso santo impressas em uma penha, e o caminho pelo qual atravessou estes campos está ainda aberto, sem se ter nunca fechado, nem ter crescido nunca a erva, apesar de estar no meio do campo onde não trilham os nativos, e asseguram que as penhas por onde vem este caminho estão abertas, deixando no meio um caminho igual ao mesmo chão, afirmam terem-o eles mesmos vistos." [Páginas 269 e 270 do pdf]Na década de setenta do século XVI, a grande epopéia da gesta portuguesa na Índia, “Os Lusíadas”, de Camões, daria alento a esse mito, que já possuía grande voga, então:Em 1781, Santa Rita Durão, em sua epopéia Caramuru, ainda testemunhava a sobrevivência do mito no Brasil no final do século XVIII. Nos passos seguintes, o índio Gupeva fala a Diogo Álvares Correia acerca de um profeta que anunciara aos aborígines o Evangelho (“outra lei”), que eles não aceitaram: Outra lei depois desta é fama antiga, Que observada já foi das nossas gentes, Mas ignoramos hoje a que ela obriga, Porque os nossos maiores, pouco crentes, Achando-a de seus vícios inimiga, Recusaram guardá-la, mal contentes: Mas da memória o tempo não acaba Que pregara Sumé, santo emboaba. Homem foi de semblante reverendo, Branco de cor e, como tu, barbado, Que desde donde o sol nos vem nascendo, De um filho de Tupã vinha mandado: A pé, sem se afundar (caso estupendo!) Por esse vasto mar tinha chegado; E na santa doutrina que ensinava, Ao caminho dos céus todos chamava. (Canto 3, LXXX-LXXXI) Assim, Sumé inseria a todos os índios no plano salvífico de Deus, na história da salvação da humanidade.A vinda do Apóstolo São Thomé á estas partes da América, e principalmente ao Brasil e ás regiões do Paraguay, está baseada em tais fundamentos, que d´ela não se pode duvidar. Faltam monumentos antigos que testifiquem a vinda de São Thomé, e por tanto a tornem perfeitamente certa, mas é inegável que a tradição constante e uniforme de diversas nações do novo mundo, os sinais e vestígios, e o nome de São Thomé conhecido desde tempo imemorial por elas, fazem probabilíssima sua vinda a estas regiões. Muitos autores, e entre eles o padre Pedro Lozano, traram difusamente deste ponto. Desde que chegaram os jesuítas ás províncias de Guayrá, Paraná-pané e Tibaxiva, ouviram os gentios falar de São Thomé, ao qual davam o nome de pai Zumé, e dele narravam coisas prodigiosas, e o tinham em conta de varão maravilhoso, cuja memória o tempo no decurso de tantos séculos não pode fazer esquecer. fonte - 1977Eduardo Hoornaert; História da Igreja no Brasil, 1977. Eduardo HoornaertÉ por demais conhecido o fato de que toda a empresa marítima portuguesa foi expressa pelos contemporâneos em linguagem religiosa e, mais ainda, missionária. Os contemporâneos (página 23) nos dão a impressão de que, para eles, o maior acontecimento depois da criação do mundo, excetuando-se a encarnação e morte de Jesus Cristo, foi a descoberta das índias.SolHernani Donato: “Essa saída de Portugal ao mundo, a série de descobrimentos, posseamento e agarramento as terras conquistadas, tinham um fundo religioso mais do que um fundo imperial".O Rei de Portugal ordenou a Vasco da Gama encontrar o sepulcro do apóstolo.
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