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    21 de novembro de 2024, quinta-feira
    Atualizado em 23/10/2025 23:47:08
  
  


SL. 1º, 47, 2-4 Pedro Nunes falecido em 1623 com testamento em S. Paulo Subsídios à Genealogia Paulistana (Regina Junqueira) Inocência Nunes (ou Dias), filha bastarda de Pedro Nunes, falecido em 1623 (SAESP vol. 6º, neste site) casou com Manuel de Alvarenga, natural da Ilha da Madeira e falecido em 1639 na Parnaíba, filho de Jorge de Alvarenga, natural de Lamego e de Maria Gomes, natural da Ilha da Madeira.Foram pais de:- Sebastiana- Jorge- Maria- Lázaro MANUEL DE ALVARENGAInventário e Testamento Vol 14, fls XXV a XLIXInventariado: Manuel de AlvarengaData: 18-6-1639Local: vila de Santa Ana da ParnaíbaJuiz Ordinário: Clemente Alveres, mandou fazer o inventário a requerimento do testamenteiro o Capitão André Fernandes.Escrivão: Ascenso Luiz GrouAvaliadores: Domingos Dias Diniz e Ursulo CollaçoDeclarante: a viúva Innocencia Dias Testamento apresentado neste juízo por parte dos herdeiros de Manuel de Alvarenga.Data: 27-2-1653Local: vila de Santa Ana da ParnaíbaEscrivão Eclesiástico: Manuel da Camara de Bethencor Testamento de Manuel de Alvarenga que está no meu livro de notas. Na era de 1639, neste termo da vila de Santa Ana da Parnaíba, fazenda do Capitão André Fernandes fui eu tabelião chamado por Manuel de Alvarenga morador nesta vila, doente em uma cama e por ele me foi dito que ordenava e me pedia lhe fizesse seu testamento e lh’o tomasse neste meu livro de notas.Encomendava a alma, e seu corpo seja enterrado na igreja da Nossa Senhora Santa Ana da Parnaíba.Declaro que sou filho legitimo de Jorge de Alvarenga e de Maria Gomes o qual dito Jorge de Alvarenga foi morador e natural de Lamego da terra de Monforte e sua mãe natural da Ilha da Madeira donde eu nasci e dahi me fui para a cidade de Sevilha donde me deram o ensino que hoje tenho.Declaro que eu sou casado com Innocencia Nunes filha de Pero Nunes que Deus tem da qual tenho quatro filhos a saber Sebastiana e Jorge e Maria e Lazaro e ainda que não tenho bens são meus legitimos herdeiros.Declaro que eu tenho meia legua de terras rio abaixo partindo com Jacome Nunes de Pirapora por diante da qual terra ele dito Jacome Nunes tem a carta.Declaro que eu tenho uma égua na mão de João - entregará ao Capitão ------- para que faça bem por minha alma.Declaro que Diogo Pires me é a dever o que ele --- em sua consciencia.Declaro que Francisco Barbosa morador em Santo------------ tres varas de pano que lhe emprestei ----- São Paulo.Declaro que eu devo a Pedro de Andrade na vila de Santos aquilo que por tres conhecimentos declarar o qual peço pela morte e paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo me perdoe pois não tenho com que lhe pagar.Declaro que devo a Amador Lourenço já defunto aquilo que constar por um conhecimento o qual peço a sua mulher e seus filhos me perdoem pelo amor de Deus que não tenho com que lhe pagar.Declaro que eu devo 8 pesos a Jorge Correa em Santos e morador nela ao qual peço pelo amor de Nosso Senhor me perdoe visto não ter com que dar-lhe satisfação.Deixo por meu testamenteiro ao senhor Capitão André Fernandes.(...) é sua ultima e derradeira vontade testemunhas que se acharam presentes que se assinaram com ele dito Manuel de Alvarenga o Capitão Andre Fernandes e Francisco Leitão e Antonio Gomes e Thomé Fernandes da Costa e Jorge Fernandes e Jorge Dias e Pedro de Aguiar Girão e João Fernandes Saavedra e eu Ascenso Luiz tabelião desta vila o escrevi // Manuel de AlvarengaCumpra-se Santana de Parnaíba 3-6-639 - Clemente AlveresCumpra-se 3-6-1639 - O Padre ---------------- fls. XXIX - autos do inventário Avaliações Em os 24-6-1639 por não haver parente chegado dos menores filhos que ficaram de Manuel de Alvarenga o juiz ordinário e dos órfãos fez curador dos ditos menores a Pedro de Aguiar Girão. Leilão e arrematações.- Foi arrematado as terras que estão junto as de Jacome Nunes em Pirapora a João Missel Gigante em 11$000 rs. Dinheiro dado a ganhos fls. XXXVII - traslado do pedidoÁlvaro Luiz do Valle capitão mor e ouvidor -- capitania de São Vicente ------ reconhecimento dela com direito pertencer faço saber que a mim me mandaram a dizer por sua petição Jacome Nunes ----- seu cunhado Manuel de Alvarenga ---------- Luiz que eles eram moradores nesta ---- filhos e netos de povoadores delas e não tinham terras donde lavrarem pelo que ----- que como sismeiro e procurador do donatário lhe desse de sesmaria meia legua de terras na parte e lugar conteudo na petição informando do conteudo nela puz meu despacho seguinte //. dou aos suplicantes ---- que pedem e se lhe passe carta e dê posse delas Santa Ana da Parnaíba em os cinco dias do mes de novembro de mil e seiscentos e vinte e cinco anos / Alvaro Luiz do Valle - como mais largamente consta do meu dito despacho a qual terra lhe dou por forra e livre e isenta somente serão obrigados a pagar o dizimo a Deus Nosso Senhor e lh’a dou com todas suas entradas saidas pertencentes e logradouros serventias para ele e seus filhos netos e sucessores que após eles vierem para que a tenham e ---- lograrem e possuam livre e isenta em virtude do qual mando aos oficiais e ministros de justiça desta vila de Parnaíba a quem o conhecimento pertencer sendo-lhe apresentada e requerida por parte dos suplicantes lhes dem logo posse da dita tera sem a isso porem duvida i que cumprirão dado em esta vila de Santa Ana da Parnaíba sob meu sinal e selo que ante mim serve ----- de novembro de mil e seiscentos e quarenta digo vinte e cinco anos Manuel da Cunha escrivão da --------- e Ouvidoria em ausência do proprietário -------- Rodrigues Raposo que o escrevi / (...) o qual traslado de carta de sesmaria eu publico tabelião trasladei do proprio bem e fielmente (...) em os quatro dias do mes de dezembro de mil e seiscentos e quarenta e tres anos . Ascenso Luiz Grou. fls. XXXVIII - não consta neste inventário haver feito partilhas entre os órfãos filhos deste defunto, nem tão pouco se haver cobrado até hoje as dividas que lhe eram a dever, mando se notifique a Innocencia Nunes que em termo de oito dias apareça ante mim com seus filhos órfãos para se fazer partilhas desta fazenda (...) 24-9-1664 anos - Brito.



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EMERSON


21/11/2024
ANO:859
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]