'10 - -11/04/2025 Wildcard SSL Certificates
2020
2021
2022
2023
2025
100
150
200
203
Registros (853)Cidades (0)Pessoas (0)Temas (0)
Consulta em pt.m.wikipedia.org

    11 de abril de 2025, sexta-feira
    Atualizado em 11/04/2025 00:40:53
  
  


Rafael Valdomiro Greca de Macedo (Curitiba, 17 de março de 1956), mais conhecido como Rafael Greca ou simplesmente Greca é um economista, engenheiro, urbanista,[2] escritor, poeta, editor, historiador[3] e político brasileiro filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi prefeito da cidade de Curitiba, cargo que exerceu por três vezes, tendo sido eleito em 1992, 2016 e reeleito em 2020.Já ocupou cargos de vereador, deputado estadual constituinte, prefeito de Curitiba, deputado federal[4] e ministro de Estado do Esporte e Turismo.[3]BiografiaeditarRafael Greca é filho de Terezinha Greca de Macedo, de raízes vêneto-calabresas,[5] e do engenheiro Eurico Dacheux de Macedo, de ascendência francesa e portuguesa,[6] é viúvo da jornalista Margarita Sansone, a qual veio a óbito em 20 de agosto de 2024[3][7][8][9]Vida públicaeditarIniciou sua vida política em 1982, filiando-se ao PDS. Em 1983, ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT), partido que deixou em 1997, juntamente com Jaime Lerner e Cássio Taniguchi. No mesmo ano após a saída do PDT, Greca, Lerner e Taniguchi ingressaram no Partido da Frente Liberal (PFL). Em 2003 deixou o PFL e filiou-se ao PMDB onde permaneceu até 2015. Em setembro de 2015, Greca deixou o PMDB e ingresso no Partido da Mobilização Nacional (PMN).[10][11]Em 1997, acompanhando o grupo político liderado pelo então governador Jaime Lerner, é convidado para ocupar cargos no primeiro escalão do governo, sendo indicado e assumindo como secretário de Planejamento e Coordenação Geral do estado do Paraná em 1997 e secretário-chefe da Casa Civil de 1997 a 1998.[3][4] Em 1998 foi eleito deputado federal, tendo sido o mais votado do Paraná com 226.554 votos.[12]Foi ministro de Esporte e Turismo no segundo governo FHC, entre janeiro de 1999 e 2000. Em março de 1999, Greca foi admitido por FHC à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.[1] Mais tarde no mesmo ano, o ministério público federal entrou na Justiça com ação de improbidade administrativa contra o então Ministro dos Esportes, seu ex-assessor e mais oito pessoas ligadas a casas de bingo do Distrito Federal. Greca e seu ex-assessor foram acusados de envolvimento com a máfia dos bingos e autorizar irregularmente a instalação de máquinas caça-níquel. Por esse motivo, em maio de 2000 Rafael Greca renuncia o ministério e foi sucedido por Carlos Carmo Melles (2000 a 2002).Presidiu a comissão de Ministros de Estado do Brasil e de Portugal que conduziu a celebração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Também foi conferencista do Convênio Internacional sobre Urbanismo Social, realizado em Nápoles, na Itália, promovido pelo UniCredit e presidido pelo Ministro do Interior da Itália, Guiliano Amato.De 1 de dezembro de 2000 a 2 de janeiro de 2002 foi secretário da Comunicação Social do estado do Paraná, nomeado pelo governador Jaime Lerner.[3][4] Chegou a ser pré-candidato ao governo do estado durante a convenção do PFL, em junho de 2002, sendo derrotado dentro do partido, que preferiu apoiar o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Beto Richa, nas eleições de outubro.[3] Optou por ser candidato ao legislativo estadual, elegendo-se com 51.921 votos como deputado estadual do Paraná. Buscou a reeleição nas eleições de 2006, obtendo apenas 34.736 votos, entrando no quadro de suplentes do legislativo estadual paranaense pelo PMDB. Em 2006 foi também um dos coordenadores da campanha de Roberto Requião no segundo turno das eleições para governador, que se reelegeu derrotando Osmar Dias (PDT).[3]Em 1 de fevereiro de 2007 tomou posse como presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Nas eleições de 2010, concorreu mais uma vez a deputado estadual do Paraná pelo PMDB e obteve 29.867 votos, não sendo eleito. Em 2011, Roberto Requião assume um novo mandato no Senado Federal e Greca foi nomeado assessor comissionado do senador, ficando no cargo cinco anos.[3] Nas eleições de outubro de 2014, Greca foi candidato a deputado federal e obteve pouco mais que 37 mil votos, não sendo eleito.[3][13]Prefeitura de CuritibaNas eleições de outubro de 1992 concorreu a prefeitura de Curitiba, sendo eleito no primeiro turno pelo PDT. Foi prefeito de Curitiba de 1993 a 1997.[3][4] Nas eleições de outubro de 2012, concorreu novamente à prefeitura de Curitiba pelo PMDB, ficando em quarto lugar, recebendo 101.866 votos (10,45%).[3]Rafael Greca foi eleito pelo PMN[14] novamente prefeito de Curitiba na eleição municipal de 2016. Ele disputou o segundo turno[15] contra o deputado Ney Leprevost (PSD). Na votação do dia 30 de outubro, Greca teve mais de 461 mil votos, enquanto que Leprevost recebeu cerca de 405 mil votos.[16]Em 2020 foi reeleito prefeito de Curitiba no primeiro turno, pelo partido DEM, tendo recebido 499.821 votos (59,74% do total de votos válidos),[17]tendo Eduardo Pimentel, neto do ex-governador Paulo Pimentel, como seu candidato a vice-prefeito[18] Posteriormente, ainda no cumprimento do mandato, mudou de partido, migrando do recém criado UNIÃO para o PSD, partido do governador Ratinho Júnior.[19]Vida acadêmica e profissionaleditarÉ formado em Economia pela Fundação de Estudos Sociais do Paraná (FESP) em 1977, e em Engenharia Civil, com especialização em Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná em 1978.É membro concursado do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.É escritor, poeta, editor e pesquisador de história. É membro da Academia Paranaense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. Ajudou na publicação das seguintes obras:[20][21]Jovens EscritoresCada um cai do bonde como podeBoletins da Casa Romário MartinsOs Caminhos da Pavimentação em CuritibaRomário Martins - Um Punhado de Terra NatalFreguês de cadernoMemórias da sorte & do azar - histórias e estórias do Cassino Ahú em CuritibaMemória de vida, Lineu Ferreira do AmaralMemórias de vida, Francisco Accioly FilhoRuínas de São FranciscoVila São Pedro: o bairro na história da cidadeCarnaval de Curitiba em 18847 quedas de CanendiyuSanta Casa de Misericórdia de CuritibaO Parque InglezIgreja da Ordem - restauro e históriaPilarzinho: o bairro na história da cidadePortão: o bairro na história da cidadeLeiteria SchafferA estrada do Mato GrossoDom Jerônimo MazzarottoRua da LiberdadeBosque João Paulo II - Memorial da Imigração PolonesaMemória de vida, Mário Braga de AbreuDespoluição visual de CuritibaMemória de Vida, Tadeusz MorozowiczCabral e Juvevê: o bairro na história da cidadeMemória de Vida de Lysandro Santos Lima (1906-1982)Campo Comprido - subsídios para história do Rio BarigüiMemória de Vida de Helene GarfunkelReconhecimento públicoeditarRafael Greca recebeu inúmeras condecorações e prêmios internacionais. Entre os mais significativos está o Prêmio Mundial do Habitat 1996 ou World Habitat Award 1996, da Organização das Nações Unidas, pelo conjunto de sua obra humanitária.[22][23]Medalha Ulysses Guimarães[24]Pomba do COI - Comitê Olímpico InternacionalPrêmio Presidente da República da Itália pelos 500 anos do BrasilMedalha de Cooperador da viagem do Papa João Paulo II ao Brasil em 1980Vulto Emérito de Curitiba, 1998, concedido pela Câmara MunicipalOrdem do Rio Branco, na categoria de Grande OficialOrdem do Rio Branco, categoria Grã-CruzGrã CruzGrande OficialMérito da Cidade de JerusalémOrdem do Castelo de HimejiOrdem de Maio ao MéritoOrdem do PinheiroOrdem do Mérito Naval do BrasilOrdem do Mérito da BahiaSecretaria do Desenvolvimento Sustentável do ParanáeditarEm 21 de março de 2025 anunciou em suas mídias sociais sua nomeação no cargo de Secretário Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, nomeado por seu correligionário, o governador Ratinho Júnior (PSD-PR).[25][26]ControvérsiaseditarEm 2012, Greca foi inocentado das acusações de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.[27][28]Desvio de peças históricas do acervo da Casa KlemtzeditarEm 1995, durante seu primeiro mandato, a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) comprou a Casa da Família Klemtz, no bairro Fazendinha, com o intuito de transformá-la em patrimônio histórico. Em 2001, três anos após sair da prefeitura, o órgão redigiu relatório sobre o sumiço de 12 peças do acervo do imóvel.[29] Dessas, uma cristaleira e dois lavatórios, um deles do século XIX, aparecem em imagens publicadas pelo próprio Rafael Greca em seu perfil do Facebook em 2014. A FCC, em 2016, enviou relatório para sindicância que apura desaparecimento das obras da Casa Klemtz.[30][31][32]Em junho de 2019, a procuradoria de Curitiba, após a comprovação da Promotoria de Justiça e Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba, do Ministério Público do Paraná, emitiu relatório que afirma que as peças na chácara do político não tem relação com as peças desaparecidas, e assim o processo foi arquivado.[33]Processo por infringir o Artigo 247 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)editarEm 2017, em seu segundo mandato como prefeito, foi processado pelo Ministério Público do Paraná em julho de 2017 por ter exposto em seu Facebook, em janeiro de 2017, a imagem de um menor detido em viatura policial[34]. A foto tentava promover a ação Balada Protegida, que ocorria na rua de seu apartamento[35]. Tal exposição infringe o Artigo 247[36] do Estatuto da Criança e do Adolescente.



\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\5269icones.txt
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\5269yf.txt

EMERSON


11/04/2025
ANO:853
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]