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20 de abril de 2025, domingo Atualizado em 22/04/2025 01:58:12
A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) é uma empresa pública federal brasileira de administração indireta, vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos. A empresa foi criada por meio da lei Nº 5.862, sancionada em 12 de dezembro de 1972,[5] com atividades iniciadas em 31 de maio de 1973.[6] A empresa é responsável pela administração dos principais aeroportos do país, visando promover a infraestrutura aeroportuária brasileira.
A Infraero foi criada com o objetivo de permitir que a União Federal explorasse, de forma monopolizada, a infraestrutura aeroportuária, conforme previsto no artigo 21, inciso XII, alínea ´c´ da Constituição Federal.[7]
PresidenteRogério Amado Barzellay
Histórico recente
Em 2011, a Infraero operava 66 aeroportos e movimentou mais de 180 milhões de passageiros, além de contar com 81 unidades de apoio à navegação aérea. Nesse ano, registrou um lucro líquido de 370,8 milhões de reais.
Em 2023, após a privatização de diversos aeroportos entre 2017 e 2022, a Infraero voltou a atuar como braço executor do governo federal, focando na implementação de políticas públicas para o desenvolvimento da aviação regional brasileira.[8]
Aeroportos administrados pela Infraero
Região Nordeste
Aracati/CE - Aeroporto Regional de Canoa Quebrada (sob contrato)Camocim/CE - Aeroporto de Camocim (sob contrato)Campos Sales/CE - Aeroporto de Campos Sales (sob contrato)Crateús/CE - Aeroporto de Crateús (sob contrato)Iguatu/CE - Aeroporto de Iguatu (sob contrato)Jijoca de Jericoacoara/CE - Aeroporto de Jericoacoara (sob contrato)Mossoró/RN - Aeroporto de Mossoró (sob contrato)Paulo Afonso/BA - Aeroporto de Paulo Afonso (sob contrato)Quixadá/CE - Aeroporto de Quixadá (sob contrato)São Benedito/CE - Aeroporto de São Benedito (sob contrato)Sobral/CE - Aeroporto de Sobral (sob contrato)Tauá/CE - Aeroporto de Tauá (sob contrato)Região NorteeditarGurupi/TO - Aeroporto de Gurupi (sob contrato)Manaus/AM - Aeroporto de Flores (sob contrato)Salinópolis/PA - Aeroporto de Salinópolis (sob contrato)Região Centro-OesteeditarSorriso/MT - Aeroporto Regional de Sorriso (sob contrato)Região SudesteeditarDivinópolis/MG - Aeroporto de Divinópolis (sob contrato)Governador Valadares/MG - Aeroporto de Governador ValadaresGuarujá/SP - Aeródromo Civil Metropolitano de Guarujá (sob contrato)Ipatinga/MG - Aeroporto de Ipatinga (sob contrato)Itaperuna/RJ - Aeroporto Regional de Itaperuna Ernani do Amaral Peixoto (sob contrato)Juiz de Fora/MG - Aeroporto da Serrinha (sob contrato)Macaé/RJ - Aeroporto de Macaé (sob contrato)Passos/MG - Aeroporto de Passos (sob contrato)São João del-Rei/MG - Aeroporto de São João del-Rei (sob contrato)Região SuleditarPato Branco/PR - Aeroporto de Pato Branco (sob contrato)São Miguel do Oeste/SC - Aeroporto de São Miguel do Oeste (sob contrato)Aeroportos concedidos à iniciativa privadaeditarRodada de Concessão Cidade Aeroporto Concessionária Valor Prazo Assinatura do Contrato Início da Concessão Refs. / Coments.1ª(22 de agosto de 2011) Natal Aeroporto Internacional de Natal Inframérica; formado por Infravix (Engevix; 50%) e Corporación América (50%) R$ 170 milhões 28 anos 28 de novembro de 2011 18 de janeiro de 2012 [9] Aeroporto relicitado em 19 de maio de 2023)2ª(6 de fevereiro de 2012) Brasília Aeroporto Internacional de Brasília R$ 4,501 bilhões 25 anos 14 de junho de 2012 24 de julho de 2012 [10]Campinas Aeroporto Internacional de Campinas Aeroportos Brasil Viracopos; formado por Triunfo (45%), UTC (45%) e Egis Airport Operation (10%) R$ 3,821 bilhões 30 anos 11 de julho de 2012 [11]São PauloGuarulhos Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos GRU Airport; formado por Invepar (90%) e Airports Company South Africa (10%) R$ 16,2 bilhões 20 anos [12]3ª(22 de novembro de 2013) Rio de Janeiro Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão RIOgaleão; formado por Odebrecht TransPort (60%) e Changi Airport Group (40%) R$ 19 bilhões 25 anos 2 de abril de 2014 7 de maio de 2014 [13]Belo HorizonteConfins Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins BH Airport; formado por CCR (75%), Flughafen München GmbH (25%) e Zurich Airport Ltd. (25%) R$ 1,82 bilhão 30 anos 7 de abril de 2014 [14]4ª(16 de março de 2017) Salvador Aeroporto Internacional de Salvador Vinci Airports R$ 1,6 bilhão 30 anos 28 de julho de 2017 3 de janeiro de 2018 [15]Fortaleza Aeroporto Internacional de Fortaleza Fraport R$ 1,5 bilhão 30 anos [16]Porto Alegre Aeroporto Internacional de Porto Alegre R$ 382 milhões 25 anos [17]Florianópolis Aeroporto Internacional de Florianópolis Floripa Airport (formado por Zurich Airport Ltd.) R$ 241 milhões 30 anos [18]5ª(15 de março de 2019) Campina Grande Aeroporto de Campina Grande Aena Brasil Aeroportos R$ 1,9 bilhão 30 anos 5 de setembro de 2019 9 de outubro de 2019 [19][20]João Pessoa Aeroporto Internacional de João PessoaRecife Aeroporto Internacional do RecifeAracaju Aeroporto Internacional de AracajuMaceió Aeroporto Internacional de MaceióJuazeiro do Norte Aeroporto de Juazeiro do NorteMacaé Aeroporto de Macaé Zurich Airport Ltd. R$ 437 milhões 30 anos 3 de outubro de 2019 [19][21]Vitória Aeroporto Internacional de VitóriaCuiabá Aeroporto Internacional de Cuiabá Aeroeste; formado por Socicam (85%) e Sinart (15%) R$ 40 milhões 30 anos 3 de setembro de 2019 4 de outubro de 2019 [19][22]Alta Floresta Aeroporto de Alta FlorestaSinop Aeroporto Municipal Presidente João FigueiredoRondonópolis Aeroporto de Rondonópolis6ª(7 de abril de 2021)Curitiba Aeroporto de Bacacheri CCR Aeroportos R$ 2,1 bilhões 30 anos 12 de novembro de 2021 9 de março de 2022 Curitiba Aeroporto Internacional de Curitiba 31 de março de 2022Foz do Iguaçu Aeroporto Internacional de Foz do IguaçuNavegantes Aeroporto Internacional de NavegantesLondrina Aeroporto de Londrina 9 de março de 2022Joinville Aeroporto de JoinvillePelotas Aeroporto Internacional de PelotasUruguaiana Aeroporto Internacional de UruguaianaBagé Aeroporto Internacional de BagéManaus Aeroporto Internacional de Manaus Vinci Airports R$ 420 milhões 30 anos 29 de setembro de 2021 1 de janeiro de 2022 Porto Velho Aeroporto Internacional de Porto VelhoRio Branco Aeroporto Internacional do Rio BrancoBoa Vista Aeroporto Internacional de Boa VistaCruzeiro do Sul Aeroporto Internacional de Cruzeiro do SulTabatinga Aeroporto Internacional de TabatingaTefé Aeroporto Regional de TeféGoiânia Aeroporto Internacional Santa Genoveva CCR Aeroportos R$ 754 milhões 30 anos 20 de outubro de 2021 24 de março de 2022 São Luís Aeroporto Internacional de São LuísTeresina Aeroporto de TeresinaPalmas Aeroporto de Palmas 9 de março de 2022Petrolina Aeroporto Internacional de PetrolinaImperatriz Aeroporto de Imperatriz7ª(18 de agosto de 2022)São Paulo Aeroporto Campo de Marte XP Asset / Egis R$ 141,3 milhões 30 anos [23]Rio de Janeiro Aeroporto de Jacarepaguá Belém Aeroporto Internacional de Belém Novo Norte; formado por DIX Aeroportos (Agemar; 95%) e Socicam (5%) R$ 125 milhões 30 anos [23]Macapá Aeroporto Internacional de Macapá São Paulo Aeroporto de São Paulo-Congonhas Aena Brasil Aeroportos R$ 2,45 bilhões 30 anos [23]Campo Grande Aeroporto Internacional de Campo Grande Corumbá Aeroporto Internacional de Corumbá Ponta Porã Aeroporto Internacional de Ponta Porã Santarém Aeroporto Internacional de Santarém Marabá Aeroporto de Marabá Parauapebas Aeroporto de Carajás Altamira Aeroporto de Altamira Montes Claros Aeroporto de Montes Claros Uberlândia Aeroporto de Uberlândia Uberaba Aeroporto de Uberaba Relicitação do Aeroporto de Natal Natal Aeroporto Internacional de Natal Zurich Airport Ltd. R$ 320 milhões 30 anos [24]Estatísticas
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EMERSON 20/04/2025 ANO:853
testando baseSobre o Brasilbook.com.br
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]  |
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