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7 frases do papa Francisco que ajudam a explicar sua vida e papado, bbc.com

    21 de abril de 2025, segunda-feira
    Atualizado em 23/04/2025 19:13:15
  
  
  


"Eu não queria ser papa." Foi assim que o papa Francisco respondeu em junho de 2013, logo após sua eleição no conclave, durante uma audiência com alunos de escolas jesuítas em Roma. A pergunta foi feita por uma criança que queria saber o que o levou a se tornar o sucessor de Pedro.

Uma das características distintivas do pontificado argentino foram suas declarações, muitas delas revolucionárias para a estrutura da Igreja Católica e que, em alguns momentos, marcaram uma ruptura com seus antecessores.

No entanto, muitos analistas também apontaram que, apesar de suas ideias progressistas, nem tudo o que Francisco expressou em suas palavras poderia ser colocado em prática para forjar uma nova realidade no catolicismo.

Confira algumas de suas citações mais notáveis de seu pontificado de 12 anos.

1. "Se uma pessoa é gay, busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?"

Essa é, talvez, uma das frases que mais reações gerou durante seu pontificado.Pedro.

A frase foi dita pelo papa Francisco no voo que o trouxe do Rio de Janeiro para Roma, após viagem ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude em julho de 2013.

"Se uma pessoa é gay, busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O Catecismo da Igreja Católica explica e diz que tais pessoas não devem ser marginalizadas e devem ser integradas à sociedade", disse Francisco aos jornalistas que o acompanhavam.

A frase, que foi ecoada por veículos de comunicação do mundo todo, não foi a única na qual ele se referiu ao tema da homossexualidade.

Em 2016, por exemplo, ele disse que a Igreja deveria pedir perdão aos homossexuais por tê-los "marginalizado".

Mas, embora talvez um de seus maiores legados seja ter autorizado a bênção de casais do mesmo sexo em dezembro de 2023, ele também foi enfático ao salientar que essa bênção não deve ser confundida com o sacramento do matrimônio e ao insistir que a homossexualidade é "um pecado".

2. "Como eu gostaria de uma Igreja pobre... e para os pobres."

Quando o cardeal Bergoglio foi eleito papa, ele pretendia desde o início enviar uma mensagem clara ao mundo de que queria uma Igreja mais austera, que servisse aos mais necessitados.

Por isso, ele escolheu seu nome como pontífice em homenagem a Francisco de Assis, fundador da ordem franciscana e um homem que defendia a pobreza e a austeridade como modos de vida.

Em sua primeira coletiva de imprensa após sua eleição, em março de 2013, ele enfatizou essa mensagem.

"Francisco era um homem pobre. Como eu gostaria que a Igreja fosse pobre... e para os pobres", disse ele no Auditório Paulo 6º, no Vaticano.

Nesse sentido, ele também deixou claro que essa era a mensagem que todos os pastores da Igreja deveriam replicar.

"Dói ver um padre ou uma freira com um carro de último modelo. Eles precisam cumprir seu voto de pobreza", disse ele em outra coletiva de imprensa em julho de 2013.

3. "Algumas pessoas acreditam que para sermos bons católicos temos que nos reproduzir como coelhos, mas não."

Em janeiro de 2015, o próprio Francisco divulgou a história de uma mulher em uma paróquia de Roma que estava sendo repreendida por estar grávida de seu oitavo filho, depois de ter tido sete filhos por cesariana.

O padre disse que isso era tentar a Deus, que a mulher poderia morrer naquela gravidez e deixar sete filhos órfãos, ao que ela respondeu que "confiava em Deus".

Questionado por jornalistas sobre a posição da Igreja sobre o assunto, o papa adotou uma abordagem diferente da tradicional de "sede fecundos e multiplicai-vos" atribuída ao catolicismo.

"Deus lhe dá os meios, seja responsável. Algumas pessoas acreditam, e me desculpem a palavra, que para sermos bons católicos precisamos ser como coelhos. Não! Paternidade responsável", respondeu ele.

Ele até se aventurou a dar números.

"Acho que o número de três por família é o que os técnicos dizem ser importante para manter a população", acrescentou.

Apesar disso, ele manteve a posição da Igreja contra métodos contraceptivos, com algumas exceções específicas, como o uso de preservativos para evitar a disseminação de doenças como zika.

No entanto, ele apoiou métodos naturais para prevenir a gravidez, como a abstinência.

4. "O abuso infantil é uma doença"

O escândalo em torno do acobertamento de abusos infantis na Igreja Católica marcou o pontificado de Francisco tanto quanto o de seus antecessores, João Paulo 2º e Bento 16º.

No caso do Papa argentino, ele promoveu uma série de reformas, não apenas para evitar que os abusos voltassem a ocorrer, mas também para adiantar as reparações às vítimas.

Em fevereiro de 2017, foi publicada uma entrevista na revista La Civilta Cattolica, na qual Francisco abordou vários tópicos, incluindo o tratamento de casos de pedofilia dentro da Igreja.

"O abuso infantil é uma doença. E precisamos nos esforçar mais para selecionar candidatos que queiram ser padres", declarou.

A questão até o levou a emitir um pedido público de desculpas.

"Infelizmente, há um número considerável de vítimas. Gostaria de expressar minha tristeza e dor pelo trauma que sofreram", disse ele durante uma audiência papal em outubro de 2021.

"Essa também é a minha vergonha, a nossa vergonha, a minha vergonha, pelo fracasso da Igreja por tanto tempo em colocá-los no centro de suas preocupações", acrescentou.

Entre suas medidas concretas está a abolição, em 2019, do chamado "segredo pontifício" em casos de violência ou abuso sexual cometidos por clérigos, permitindo que a Igreja Católica compartilhe "queixas, testemunhos e documentos processuais" com as autoridades civis que os investigam.

5. "Em vez de justiça social, spray de pimenta."

Francisco, que nunca viajou à Argentina durante seu papado, sempre deixou claro que estava ciente do que estava acontecendo em seu país de origem.Com o atual presidente, Javier Milei, houve vários momentos tensos.Uma delas foi quando Milei, no meio de sua campanha presidencial, chamou o Sumo Pontífice de "enviado do diabo na Terra".

Pouco depois, Milei pediu desculpas ao papa, e Francisco recebeu o presidente argentino em seu escritório no Vaticano.

Outro momento ocorreu durante a repressão a uma mobilização realizada pelo governo argentino em setembro de 2024.

A manifestação foi liderada por aposentados que reivindicavam um aumento em suas pensões, que foram afetadas pela crise econômica do país.

Um dos incidentes que chamou a atenção do papa foi quando um policial lançou spray de pimenta em uma menina que estava com a mãe no protesto.

"Trabalhadores, pessoas reivindicando seus direitos nas ruas. E a polícia os repeliu com a coisa mais cara que existe, aquele spray de pimenta de primeira qualidade", disse o pontífice em um discurso público.

"O governo se manteve firme e, em vez de gastar com justiça social, gastaram com spray de pimenta", acrescentou.

Embora o governo de Milei tenha declarado que "não compartilhava" das críticas de Francisco, observou na época que as relações com o papa "eram fantásticas".

6. "Quem pensa em construir muros e não em construir pontes não é cristão."

Quando Donald Trump iniciou sua primeira campanha presidencial, ele prometeu construir um muro na fronteira entre os EUA e o México para impedir que migrantes cruzassem o país vindos do sul.

Isso fez com que muitos líderes mundiais se manifestassem. Francisco estava entre eles.

Ao comentar a proposta, ele apelou para o lado religioso do presidente dos EUA, que é um cristão declarado.

"Quem pensa em construir muros, quaisquer muros, e não em construir pontes, não é cristão. Isso não está nos Evangelhos", disse o papa em 2016.

Agora, diante do novo mandato e da radicalização das políticas de imigração, Francisco apelou a Trump e seu governo.

"Não devemos ceder a narrativas que discriminam e causam sofrimento desnecessário entre nossos irmãos e irmãs imigrantes e refugiados", disse o papa em uma mensagem aos bispos e padres que cumprem sua missão pastoral nos EUA.

A resposta da Casa Branca também foi categórica.

"Quero que ele se concentre na Igreja Católica e deixe a fiscalização das fronteiras conosco", disse o czar da imigração do governo Trump, Tom Homan, aos repórteres.

7. "Ontem, crianças foram bombardeadas. Isto não é uma guerra. É crueldade."

A guerra em Gaza, que deixou mais de 60 mil mortos desde que começou com a incursão do Hamas no sul de Israel em outubro de 2023, também chamou a atenção do papa Francisco.

Em diversas ocasiões, o pontífice pediu uma solução negociada para todos os conflitos ao redor do mundo e pediu especificamente que o governo israelense e a Autoridade Palestina se sentassem e conversassem para chegar a um acordo pacífico.

No entanto, as mortes de crianças, principalmente na Faixa de Gaza, provocaram vários pedidos de atenção do papa.

"Ontem, crianças foram bombardeadas. Isto não é uma guerra. É crueldade", disse Francisco em 21 de dezembro de 2024, em resposta ao bombardeio israelense que causou a morte de 25 crianças em Gaza.

"Quero dizer isso porque toca meu coração", acrescentou.

Francisco também foi um dos líderes mundiais que pediu uma investigação para saber se Israel cometeu atos de genocídio durante este conflito.



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EMERSON


21/04/2025
ANO:853
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]