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    26 de abril de 2025, sábado
    Atualizado em 30/12/2025 15:30:46



André de Sampaio e Arruda (1639 - 1719)Nomes alternativos: "André de Sampaio Arruda"Data de nascimento: 1639Local de nascimento: Ilha de São Miguel, Azores, PortugalFalecimento: 05 de Abril de 1719 (79-80)Itu, Itu, São Paulo, Brazil (Brasil)Família imediata: Filho de Gonçalo Vaz Botelho e Ana da Costa de ArrudaMarido de Ana Ribeiro de QuadrosPai de André de Sampaio Botelho, o Moço; Antonio de Arruda Sampaio; Maria de Sampaio; Isabel de Sampaio; Ana de Sampaio; e Rosa de Arruda SampaioIrmão de Nicolau da Costa de Arruda; Cpitão Jerónimo Botelho de Macedo; Maria de Arruda Coutinho; Sebastião de Arruda Botelho; Antonio do Rego e Sá; Bárbara Botelho de Arruda; Pai Francisco de Arruda e Sá; João de Macedo Botelho; Manuel de São José, frade franciscano; Francisca do Espírito Santo; Gonçalo Vaz Botelho; Ana da Costa de Arruda; Luís Lodolfos Botelho e Guiomar de Arruda

Ana da Costa de Arruda (1600 - 1685)Português: AnaData de nascimento: circa 1600Local de nascimento: Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Açores, PortugalFalecimento: 22 de Julho de 1685 (80-89)Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Açores, PortugalFamília imediata: Filha de Capitão Francisco do Rego Baldaia e Ana de Macedo (ou da Costa de Arruda)Esposa de Gonçalo Vaz BotelhoMãe de Nicolau da Costa de Arruda; Cpitão Jerónimo Botelho de Macedo; Maria de Arruda Coutinho; Sebastião de Arruda Botelho; Antonio do Rego e Sá; André de Sampaio e Arruda; Bárbara Botelho de Arruda; Pai Francisco de Arruda e Sá; João de Macedo Botelho; Manuel de São José, frade franciscano; Francisca do Espírito Santo; Gonçalo Vaz Botelho; Ana da Costa de Arruda; Luís Lodolfos Botelho e Guiomar de ArrudaIrmã de Maria de Arruda e Manuel do Rego CabralMeia-irmã de Vitória Coutinho; Leonor Coutinho; Margarida Coutinho; Úrsula Coutinho; Francisco Coutinho; João de Melo e Antonio do Rego Correia de SousaJerónimo Botelho de Macedo (1545 - 1625)Data de nascimento: circa 1545Local de nascimento: Ponta Delgada, São Miguel, Azores, PortugalFalecimento: 02 de junho de 1625 (75-84)São Roque, Rosto do Cão, Ponta Delgada, Açores, PortugalFamília imediata: Filho de Nuno Gonçalves Botelho e Isabel de MacedoMarido de Guiomar Faleiro Cabral e N.N. Dutra?Pai de Capitão Jerónimo Botelho de Sampaio; Jorge Nunes Botelho; Isabel de Macedo; André Gonçalves de Sampaio; Gonçalo Vaz Botelho; Pedro Botelho de Macedo; João Macedo Botelho; Maria Cabral e Pedro Botelho Dutra (ou de Macedo)Irmão de Jorge Botelho; André Botelho; Pedro Botelho; Fernão de Macedo Botelho, o Esquerdo; Manuel Cabral Botelho; e Guiomar BotelhoGuiomar Faleiro Cabral (1558 - 1638)Data de nascimento: circa 1558Falecimento: 19 de Dezembro de 1638 (75-84)Ponta Delgada, São Miguel, Azores, PortugalFamília imediata: Filha de Vicente Vaz e Catarina FaleiroEsposa de Jerónimo Botelho de MacedoMãe de Capitão Jerónimo Botelho de Sampaio; Jorge Nunes Botelho; Isabel de Macedo; André Gonçalves de Sampaio; Gonçalo Vaz Botelho; Pedro Botelho de Macedo; João Macedo Botelho e Maria CabralIrmã de Ana Fernandes FaleiroNuno Gonçalves Botelho (1510 - d.)Nomes alternativos: "Nuno Gonçalo Vaz Botelho"Data de nascimento: circa 1510Local de nascimento: Isla San Miguel,Azores,PortugalFalecimento: Família imediata: Filho de Jorge Nunes Botelho e Margarida Travassos CabralMarido de Isabel de MacedoPai de Jerónimo Botelho de Macedo; Jorge Botelho; André Botelho; Pedro Botelho; Fernão de Macedo Botelho, o Esquerdo; Manuel Cabral Botelho e Guiomar BotelhoIrmão de Roquesa Nunes Botelho; NN Nunes Botelho; Manuel Botelho Cabral; André Botelho Cabral; Guiomar Nunes Botelho; e NN Nunes BotelhoIsabel de Macedo (1520 - d.)Nomes alternativos: "Ana Gomes"Data de nascimento: circa 1520Local de nascimento: Ilha de São Miguel, Ponta Delgada, Açores, PortugalFalecimento: Família imediata: Filha de Fernão de Macedo e Ana Gonçalves BotelhoEsposa de Nuno Gonçalves BotelhoMãe de Jerónimo Botelho de Macedo; Jorge Botelho; André Botelho; Pedro Botelho; Fernão de Macedo Botelho, o Esquerdo; Manuel Cabral Botelho e Guiomar BotelhoIrmã de Brites de Macedo e Jerónimo TeixeiraJorge Nunes Botelho (1480 - 1533)Data de nascimento: circa 1480Local de nascimento: Povoação, Ilha de São Miguel, Açores, PortugalFalecimento: circa 1533 (44-62)Família imediata: Filho de Nuno Gonçalves Botelho, de Rosto de cão e Catarina Rodrigues Coutinho JorgeMarido de Margarida Travassos CabralPai de Roquesa Nunes Botelho; NN Nunes Botelho; Manuel Botelho Cabral; André Botelho Cabral; Guiomar Nunes Botelho; Nuno Gonçalves Botelho e NN Nunes BotelhoIrmão de Beatriz Nunes Botelho; Margarida Nunes Botelho; Isabel Nunes Botelho e Diogo Nunes Botelho

Margarida Travassos Cabral (1470 - 1533)
Data de nascimento: circa 1470Local de nascimento: Ilha de São Miguel, Açores, PortugalFalecimento: 1533 (58-68)Família imediata: Filha de Gonçalo Velho Cabral e Catarina Alvares de BenevidesEsposa de Jorge Nunes BotelhoMãe de Roquesa Nunes Botelho; NN Nunes Botelho; Manuel Botelho Cabral; André Botelho Cabral; Guiomar Nunes Botelho; Nuno Gonçalves Botelho e NN Nunes BotelhoIrmã de Teresa Velho; Beatriz Velho; Sebastião Nunes Velho Cabral; Amador Travassos; Nuno Velho; Francisco Travassos; Lopo Cabral de Melo e Tareja Velho

Gonçalo Velho Cabral (1470 - d.)
Data de nascimento: circa 1470Falecimento: Família imediata: Filho de Pedro Velho de Travassos e Catarina AfonsoMarido de Catarina Alvares de BenevidesPai de
- Margarida Travassos Cabral;
- Teresa Velho;
- Beatriz Velho;
- Sebastião Nunes Velho Cabral;
- Amador Travassos;
- Nuno Velho;
- Francisco Travassos;- Lopo Cabral de Melo
- Tareja Velho

Irmão de
- Leonor Velho;
- Branca Velho;
- Violante Velho
- Estevão Cabral de Travassos

Meio-irmão de
- Ana Gonçalves;
- Pedro da Ponte;
- Violante Afonso;
- Beatriz Gonçalves
- Isabel Gonçalves, negra escrava

Catarina Alvares de Benevides (Alves de Benevides) (1470 - 1539)Nomes alternativos: "Catarina Ãnes de Benavides"Data de nascimento: circa 1470Falecimento: 25 de Julho de 1539 (64-73)Ponta Delgada, Açores, PortugalFamília imediata: Filha de Álvaro Rodrigues de Benevides e Beatriz AmadoEsposa de Gonçalo Velho CabralMãe de Margarida Travassos Cabral; Teresa Velho; Beatriz Velho; Sebastião Nunes Velho Cabral; Amador Travassos; Nuno Velho; Francisco Travassos; Lopo Cabral de Melo e Tareja VelhoIrmã de Pedralvres, o Velho; Inês Álvares de Benavides; Margarida Álvares de Benavides; Guiomar Álvares de Benavides; Isabel Álvares; Violante de Benavides; Beatriz Álvares; Leonor Álvares de Benevides e Pedro Álvares de Benevides, o Moço

Álvaro Rodrigues de Benevides (deceased)Nomes alternativos: "Afonso Álvares de Benavides"Data de nascimento: estimado entre 1415 e 1465 Falecimento: Família imediata: Filho de Alvaro de BenevidesMarido de Beatriz AmadoPai de Catarina Alvares de Benevides; Pedralvres, o Velho; Inês Álvares de Benavides; Margarida Álvares de Benavides; Guiomar Álvares de Benavides; Isabel Álvares; Violante de Benavides; Beatriz Álvares; Leonor Álvares de Benevides e Pedro Álvares de Benevides, o MoçoBeatriz Amado (1445 - 1501)Data de nascimento: circa 1445Falecimento: circa 1501 (47-65)Maia, Azores, PortugalFamília imediata: Esposa de Álvaro Rodrigues de BenevidesMãe de Catarina Alvares de Benevides; Pedralvres, o Velho; Inês Álvares de Benavides; Margarida Álvares de Benavides; Guiomar Álvares de Benavides; Isabel Álvares; Violante de Benavides; Beatriz Álvares; Leonor Álvares de Benevides e Pedro Álvares de Benevides, o MoçoAlvaro de Benevides (1410 - 1501)Data de nascimento: circa 1410Local de nascimento: León, CL, Spain (Espanha)Falecimento: circa 1501 (82-100)Faro, Faro District, PortugalFamília imediata: Pai de Álvaro Rodrigues de Benevides



Geni.com
Gonçalo Vaz Botelho de Sampaio
1590-1654
André de Sampaio e Arruda
1639-1719
Ana da Costa e Arruda
n.1600
Nuno Gonçalves Botelho
n.1510
Margarida Travassos Cabral
n.1470
Jorge Nunes Botelho
Jerónimo Botelho de Macedo
Guiomar Faleiro Cabral
Gonçalo Velho Cabral
Beatriz Amado
Isabel de Macedo
Catarina Alvares de Benevides
n.1470
Álvaro Rodrigues de Benevides
Alvaro de Benevides
1410-1501


EMERSON


26/04/2025
ANO:853
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Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]