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Consulta em genearc.net - Luís José de Oliveira

    14 de maio de 2025, quarta-feira
    Atualizado em 24/10/2025 03:21:19
  
  


Luís José de OliveiraNascimento: 19-Out-1754Origem: Gondifelos, PortugalNasceu em 19 de Outubro de 1754, em Gondifelos, no concelho de Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, em Portugal (batizado em 27 de Outubro de 1754). LUIS, filho legitimo de Joam da Costa e de Sebastiana Francisca, fregueses desta Igreja de Sam Fellix e Santa Marinha de Gondifellos, moradores na aldea de Reparade, neto pella parte paterna de Francisco da Costa, natural de Santa Maria do Abbade, e de Justa Francisca, natural da de Sylveyros, e pella parte materna neta de Bernardo Francisco, natural da freguezia de Santa Leocadia de Pedra Furada, e de Maria Antonia, natural da freguezia de Sam Miguel de Chorente. Nasceo aos aos dezanove dias do mes de outubro de mil e sete centos e sincoenta e coatro anos, foi baptizado e postos os santos oleos nesta Igreja de Gondifellos por mim, Luis Jorge da Costa, coadjutor attual, aos vinte e sette dias do mesmo mes e anno, e juntamente fui seu padrinho, e Maria Josefa, do lugar do Barroquo desta mesma freguezia de Gondifellos; assistiram por testemunhas Manoel Antonio e Joze Pereyra Borges, ambos da aldea de Reparade, que comigo assignaram. Filho de João da Costa (Oliveira) e de Sebastiana Francisca. Aos vinte e sete dias do mes de Novembro de mil e sete centos e setenta e tres annos, nesta Igreja Matris de Nossa Senhora da Lux da villa de Corytyba, de manham, feitas as denunciações na forma do Sagrado Concilio Tridentino, nesta Igreja onde os contrahentes Sam moradores, sem se descobrir impedimento algum, como consta da provisam de Licença do Mto Revdo Senhor doutor vizitador, q fica em meu poder, em prezença de mym, o Padre Manoel Domingues Leytam, vigario da dita Igreja, sendo prezentes por testemunhas o Dor Lourenço Ribeyro de Andrade e o Capitam Francisco Xauier Pinto, pessoas conhecidas, e as mais q se achavam prezentes, todos moradores desta villa, se cazaram por palavras de prezente LUIZ JOZE DE OLIVEYRA, filho de Joam da Costa e de sua mulher, Sebastiana Francisca, natural da freguezia de Gundifelis, Arcebispado de Braga, e dice o dito noivo q nam sabia os nomes de seus Avos Paternos, nem maternos, com ANNA MARIA DE BARROS, filha de Henrique Ferreyra de Barros e de sua mulher, Francisca de Jesus de Albuquerque; neta pella parte paterna de Antonio Pereyra de Barros, natural da villa de Canavezes, Arcebispado de Braga, e de Damazia Ferreyra do Rio, natural de S. Salvador de Moreyra, Bispado da cidade do Porto, e pella parte materna neta de Salvador de Albuquerque, natural da cidade de S. Paulo, e de sua mulher, Maria do Carmo, natural da freguezia da Gracioza, termo da villa de Parnaguá, e logo lhes dei as benções na forma do Ritual Romano, e para constar fiz este assento no mesmo dia q na verdade assignei com as ditas testemunhas. Casou-se em 27 de Novembro de 1773, em Curitiba, PR, com a brasileira Anna Maria da Trindade, filha do português Alferes Henrique Ferreira de Barros e da brasileira Francisca Maria Jesus de Albuquerque.Foi pai de pelo menos um filho:1.1. Tenente-Coronel Vidal José do Pillar de Oliveira, nascido em 26 de Agosto de 1780, em Curitiba. Casou-se em 3 de Fevereiro de 1810, em Triunfo, RS, com Gertrudes Baptista Magna de Almeida, nascida em 10 de Dezembro de 1792, em Triunfo, RS, filha do Capitão João Baptista de Almeida e de Rachel Faustino de Menezes. Vidal faleceu em 4 de Outubro de 1846, em Cruz Alta, RS.Domingas Gonçalves (Esteves)Nascimento: ~ 1655Origem: São Miguel de Chorente, PortugalNasceu por volta de 1655, em São Miguel de Chorente, no concelho de Barcelos, no distrito de Braga, em Portugal.Casou-se com João Esteves (Gonçalves).Foi mãe de pelo menos uma filha, citada acima.

Capitão José Ferreira PrestesNascimento: 1767Origem: Sorocaba, SPNasceu em 1767, em Sorocaba, SP.Foi o quinto dentre os seis filhos de Caetano José Prestes, e de Gertrudes Ferreira. Aos oito dias do mes de Janeiro de mil e sete Centos e noventa e tres annos, na Capela de Nossa Senhora do Rosario, filial desta Matris, por Provisão do Reverendissimo Doutor Vigario Capitular de sinco deste mesmo mês e anno, depois de feitas as denunciaçoens Canonicas e de proceder dispença de quarto grao de Consanguinidade pello mesmo Reverendissimo Doutor Vigario Capitular, como consta doutra Provisão de cazamento deste mesmo mês, as Onze horas do dia, em minha prezença e das testemunhas, o Tenente Coronel Paulino Aires de Aguirre e o Guardamor Francisco Joze de Souza, ambos desta Villa, se receberão em face da Igreja, por palavras de prezente, em Matrimonio, o Capitão JOZE FERREIRA PRESTES, Com Dona ESCHOLASTICA MARIA DE OLIVEIRA, ambos naturaes e moradores desta Villa, aquelle filho legitimo de Caetano Joze Prestes e de sua mulher, Gertrudes Ferreira, neto por parte paterna de Caetano Prestes de Siqueira e de sua mulher, Felipa Rodrigues Carassa, e pela materna de Lourenço Castanho Vidigal e de sua mulher, Josefa de Oliveira; e ella filha legitima do tenente Coronel Paulino Aires de Aguirre e de sua mulher, Dona Anna Maria de Oliveira, por parte paterna neta de Gabriel Aires e de sua mulher, Anna Pires, estes naturaes da Freguezia de São Sebasteão, e pela materna do Capitão Mor Salvador de Oliveira Leme e de sua mulher, Dona Maria do Rosario, todos desta Villa; e logo receberão as bençoens nupciaes na forma da Igreja, de que para Constar fiz este assento que assigno com as testemunhas. Casou-se em 8 de Janeiro de 1793, em Sorocaba, com Escholástica Maria de Oliveira, filha do Tenente-Coronel Paulino Ayres de Aguirre e de sua primeira esposa, Anna Maria de Oliveira Leme. Aos catorze de Maio de mil oito centos e vinte sete, nesta Matris, feitas as admoestaçõens, sem impedimento, com Provisão do Reverendo Vigario da Vara desta comarca, com licença do Reverendo Parocho, na Capella de Santo Antonio, em presença do Reverendo Antonio Dias Ferreira e das testemunhas, o Tenente Coronel Rafael Thobias de Aguiar e Caetano de Oliveira Prestes, pelas cinco horas da tarde, se receberão em matrimonio por palavras de presente, o Capitam JOSE FERREIRA PRESTES, viúvo por óbito de Dona Escolastica Maria de Oliveira, com Dona MARIA JOAQUINA DO NASCIMENTO, filha de Francisco Ferreira Braga e de Dona Anna Thereza Baptista, naturaes e freguezes desta Villa; logo receberão as bênçãos nupciaes, de que faço este assento, que assigno com as testemunhas. Após a morte de Escholástica, José casou-se pela segunda vez, em 14 de Maio de 1827, em Sorocaba, com Maria Joaquina do Nascimento Braga, nascida em 1806, em Sorocaba, filha do português Francisco Ferreira Braga e da brasileira Anna Theresa Baptista.Foi pai de quatro filhos e quatro filhas:1.1. Francisco Ferreira Prestes, nascido em 29 de Fevereiro de 1828, em Sorocaba (batizado em 11 de Março de 1828). Casou-se em 4 de Novembro de 1846, em Sorocaba, com sua tia, Francisca Carolina Nascimento Braga, nascida em 8 de Outubro de 1827, em Sorocaba, filha do português Francisco Ferreira Braga e da brasileira Anna Theresa Baptista. Francisca faleceu em 3 de Agosto de 1889, e seu marido Francisco faleceu em 15 de Setembro de 1890, ambos em Sorocaba.1.2. Bento Ferreira Prestes, nascido em 21 de Março de 1829, em Sorocaba (batizado em 4 de Abril de 1829).

1.3. Gertrudes Virgínia Ferreira, nascida em 8 de Março de 1830, em Sorocaba (batizada em 19 de Março de 1830). Casou-se em 2 de Junho de 1848, em Sorocaba, com João Baptista Gomes, nascido em Curitiba, PR, filho de Luís Gomes da Silva e de Maria Rosa da Paixão.

1.4. Maria Ferreira Prestes, nascida em 8 de Junho de 1832, em Sorocaba.

1.5. Coronel José Ferreira Prestes (Coronel Nhonhô Prestes), nascido em 28 de Outubro de 1833, em Sorocaba. Casou-se com Maria Lopes de Oliveira, filha do Coronel Manoel Lopes de Oliveira e de Emília Ferreira Prestes. Após a morte de Maria, José casou-se pela segunda vez, em 18 de Julho de 1868, em Sorocaba, com sua cunhada, Helena Lopes de Oliveira, nascida em 31 de Março de 1850, em Sorocaba, filha do Coronel Manoel Lopes de Oliveira e de Emília Ferreira Prestes. Helena faleceu em 14 de Agosto de 1908, e José em 30 de Junho de 1909, ambos em Sorocaba.

1.6. Maria Joaquina do Nascimento Prestes, nascida em 17 de Janeiro de 1834, em Sorocaba, Casou-se em 15 de Novembro de 1853, em Sorocaba, SP, com o Doutor Olivério José do Pillar, nascido em 24 de Abril de 1828, em Cruz Alta, filho do Tenente-Coronel Vidal José do Pillar de Oliveira e de Gertrudes Baptista Magna de Almeida.

1.7. Anna Placidina Ferreira Prestes, casada em 17 de Março de 1849, em Sorocaba, com Francisco José Rodrigues, nascido em Santos, SP, filho de Domingos José Rodrigues e de Angélica Martins Rodrigues.

1.8. Antonio Ferreira Prestes, nascido em 3 de Agosto de 1840, em Sorocaba.



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EMERSON


14/05/2025
ANO:853
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]