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    16 de maio de 2025, sexta-feira
    Atualizado em 25/10/2025 23:38:48
  


Quando Jeronima de Mendonça nasceu aproximadamente 1584, em São Paulo, São Paulo, Brasil, seu pai, Antônio Bicudo Carneiro, tinha 46 anos e sua mãe, Isabel Rodrigues, tinha 41 anos. Ela casou-se com Mateus Neto aproximadamente 1610, em São Paulo, Brasil. Eles tiveram pelo menos 4 filhos e 2 filhas. Ela faleceu após 1653, em sua cidade natal.

CônjugeMateus NetoMasculino1572–1650Jeronima de MendonçaFeminino1584–1653Casamentoaproximadamente 1610
São Paulo, Brasil

Filhos (6)
- Luzia de MendonçaFeminino1614–1668
- Sebastião BicudoMasculino1616–1635
- Antonio Bicudo FurtadoMasculino1618–1651
- Gaspar de MendonçaMasculino1620–Deceased
- Maria de Mendonça BicudoFeminino–1630
- Padre Álvaro Netto BicudoMasculino–1653

PaisAntônio Bicudo CarneiroMasculino1540–1590Isabel RodriguesFeminino1545–1615Irmãos (7)Domingos Nunes BicudoMasculino1572–1637Mécia Nunes BicudoFeminino1575–1647Antônio BicudoMasculino1580–1650Maria BicudoFeminino1580–1659Jeronima de MendonçaFeminino1584–1653Marta de MendonçaFeminino1585–1650Guiomar BicudoFeminino1587–1656Brief Life History of LuziaWhen Luzia de Mendonça was born in 1614, in Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil, her father, Mateus Neto, was 43 and her mother, Jeronima de Mendonça, was 31. She married João Gonçalves de Aguiar in 1635, in Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil. They were the parents of at least 8 sons and 6 daughters. She died about 1668, in São Paulo, São Paulo, Brazil, at the age of 55.SpouseJoão Gonçalves de AguiarMale1610–1668Luzia de MendonçaFemale1614–1668Marriage1635Santana de Parnaíba, São Paulo, BrazilChildren (14)

Jerônima de MendonçaFemale1635–1673
Capitão Antônio de Aguiar da SilvaMale1640–1705
João Gonçalves de Aguiar FilhoMale1640–Deceased
Sebastião Gonçalves de AguiarMale1640–Deceased
Alvaro NettoMale1642–Deceased
Anna FernandesFemale1643–Deceased
Salvador Gonçalves de AguiarMale1644–1694
Luiza de MendonçaFemale1645–1680
Isabel de Aguiar MendonçaFemale1647–1685
Frei Francisco do RosárioMale1648–Deceased
Maria Gonçalves de AguiarFemale1654–Deceased
Vicente Gonçalves de AguiarMale1655–1696
Manoel Gonçalves de AguiarMale1660–1723
Esméria da SilvaFemale1660–Deceased

ParentsMateus NetoMale1572–1650Jeronima de MendonçaFemale1584–1653Siblings (6)Luzia de MendonçaFemale1614–1668Sebastião BicudoMale1616–1635Antonio Bicudo FurtadoMale1618–1651Gaspar de MendonçaMale1620–DeceasedMaria de Mendonça BicudoFemale–1630Padre Álvaro Netto BicudoMale–1653João Gonçalves de Aguiar was born about 1610, in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil as the son of Vicente Gonçalves de Aguiar. He married Luzia de Mendonça in 1635, in Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil. They were the parents of at least 8 sons and 6 daughters. His occupation is listed as capitão de ordenanças in Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil. He died on 10 November 1668, in Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil, at the age of 59.Brief Life History of IsabelWhen Isabel de Aguiar Mendonça was born about 1647, in Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil, her father, João Gonçalves de Aguiar, was 39 and her mother, Luzia de Mendonça, was 34. She married Capitão José Fogaça de Almeida in 1672, in Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil. They were the parents of at least 4 daughters. She died on 9 September 1685, in São Paulo, São Paulo, Brazil, at the age of 39.SpouseCapitão José Fogaça de AlmeidaMale1645–1693Isabel de Aguiar MendonçaFemale1647–1685Marriage1672Santana de Parnaíba, São Paulo, BrazilChildren (4)Maria Fogaça de AlmeidaFemale1671–1761Ana FogaçaFemale1672–1731Luísa de MendonçaFemale1678–DeceasedJeronima de AlmeidaFemale1684–1706ParentsJoão Gonçalves de AguiarMale1610–1668Luzia de MendonçaFemale1614–1668Siblings (14)Brief Life History of AnaWhen Ana Fogaça was born in 1672, in Santana de Parnaíba, São Paulo, Brazil, her father, Capitão José Fogaça de Almeida, was 28 and her mother, Isabel de Aguiar Mendonça, was 26. She married Francisco Sutil de Oliveira in 1695, in Parnaíba, São Paulo, Brazil. They were the parents of at least 2 sons and 3 daughters. She died on 15 August 1731, in Sorocaba, São Paulo, Brazil, at the age of 59.SpouseFrancisco Sutil de OliveiraMale1675–1722Ana FogaçaFemale1672–1731Marriage1695Parnaíba, São Paulo, BrazilChildren (5)José FogaçaMale1696–DeceasedJoanna de AlmeidaFemale1697–DeceasedEscolástica de AlmeidaFemale1700–DeceasedBento Sutil de OliveiraMale1702–DeceasedIsabel de AlmeidaFemale1706–DeceasedBrief Life History of FranciscoWhen Francisco Sutil de Oliveira was born about 1675, in Guarulhos, São Paulo, Brazil, his father, Sebastião Sutil de Oliveira, was 28 and his mother, Margarida Fernandes, was 30. He married Ana Fogaça in 1695, in Parnaíba, São Paulo, Brazil. They were the parents of at least 2 sons and 3 daughters. He died on 19 January 1722, in Sorocaba, São Paulo, Brazil, at the age of 48.Brief Life History of BentoWhen Bento Sutil de Oliveira was born about 1702, in Nossa Senhora do Ó, São Paulo, São Paulo, Brazil, his father, Miguel Sutil de Oliveira, was 36 and his mother, Ascença de Pinho, was 34. He married Gertrudes Freire on 22 September 1732, in Sorocaba, São Paulo, Brazil. They were the parents of at least 1 son and 1 daughter.MoreSpouseBento Sutil de OliveiraMale1702–DeceasedMaria Domingues NogueiraFemale1732–DeceasedMarriage13 September 1746Sorocaba, Sorocaba, São Paulo, BrazilChildren (2)Catharina RibeiroFemale1746–DeceasedFrancisco Xavier de OliveiraMale1765–DeceasedSpouseBento Sutil de OliveiraMale1702–DeceasedGertrudes FreireFemale1710–1745Marriage22 September 1732Sorocaba, São Paulo, BrazilChildren (2)Children (2)Francisco Sutil Rodrigues de OliveiraMale1734–DeceasedAnna Fogaça de AlmeidaFemale1741–DeceasedParentsMiguel Sutil de OliveiraMale1667–1755Ascença de PinhoFemale1669–1740Siblings (4)Miguel Sutil de OliveiraMale1690–DeceasedSebastião Sutil de OliveiraMale1697–1747Bento Sutil de OliveiraMale1702–DeceasedLuzia da Rocha SutilFemale1710–1790When Gertrudes Freire was born about 1710, in Nossa Senhora do Ó, São Paulo, São Paulo, Brazil, her father, Antônio de Oliveira Falcão, was 49 and her mother, Mariana Freire, was 39. She married Bento Sutil de Oliveira on 22 September 1732, in Sorocaba, São Paulo, Brazil. They were the parents of at least 1 son and 1 daughter. She died on 16 March 1745, in Sorocaba, Sorocaba, São Paulo, Brazil, at the age of 36.When Antonio de Oliveira Falcão was born in 1699, in Sorocaba, São Paulo, Brazil, his father, Antônio de Oliveira Falcão, was 37 and his mother, Mariana Freire, was 27. He married Joanna de Almeida on 18 September 1725, in Sorocaba, Sorocaba, São Paulo, Brazil. He died in São Paulo, Brazil, and was buried in São Paulo, Brazil.MoreSpouseAntonio de Oliveira FalcãoMale1699–DeceasedIzabel PedrozoFemale1705–DeceasedChildren (1)Antonio de Oliveyra FalcomMale1720–DeceasedSpouseAntonio de Oliveira FalcãoMale1699–DeceasedJoanna de AlmeidaFemale1697–DeceasedMarriage18 September 1725Sorocaba, Sorocaba, São Paulo, BrazilParentsAntônio de Oliveira FalcãoMale1663–DeceasedMariana FreireFemale1673–1727SpouseAntonio de Oliveira FalcãoMale1699–DeceasedIzabel PedrozoFemale1705–DeceasedChildren (1)Antonio de Oliveyra FalcomMale1720–DeceasedSpouseAntonio de Oliveira FalcãoMale1699–DeceasedJoanna de AlmeidaFemale1697–DeceasedMarriage18 September 1725Sorocaba, Sorocaba, São Paulo, BrazilParentsAntônio de Oliveira FalcãoMale1663–DeceasedMariana FreireFemale1673–1727Siblings (8)Francisco Mendes FalcãoMale1698–DeceasedAntonio de Oliveira FalcãoMale1699–DeceasedGabriel PonceMale1707–DeceasedGertrudes FreireFemale1710–1745Blanca MendesFemale1714–DeceasedJosé de Oliveira RodriguesMale1716–DeceasedAnna Rodrigues de ToralesFemaleDeceasedLuzia MendesFemaleDeceasedSpouseIgnacio de Almeida XavierMale1728–DeceasedAnna Rodrigues de ToralesFemaleDeceasedMarriage17 February 1749Sorocaba, Sorocaba, São Paulo, BrazilChildren (2)Joaquim Fogaca de AlmeidaMaleDeceasedJoaquim Fogaça de AlmeidaMaleDeceased



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EMERSON


16/05/2025
ANO:853
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]