27 de julho de 1900, sexta-feira Atualizado em 30/10/2025 02:43:45
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HOJE NA;HISTóRIA
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Em 27 de julho de 1900, o Dr. Braguinha (imagem 1), que era advogado da Câmara Municipal, conseguiu romper o contrato assinado com os irmãos Lacerda em 1895, e a liquidação dos obras deixadas por eles.
O fornecimento da iluminação pública em Sorocaba foi o principal motivo pelo qual João Lacerda assassinou o Dr. Braguinha, aos 39 anos de idade, em 29 de setembro de 1911, na antiga Rua da Direita, atual Boulevard Braguinha.
O DR. BRAGUINHA
Joaquim Marques Ferreira Braga, o Dr. Braguinha, era filho de José Ferreira Braga e de Da. Maria Marquez da Cruz Braga. Seu pai, nascido em Macaé/RJ em 1845, chegou em Sorocaba em 1871 para advogar e redigir o "Ipanema".
Após um ano em Sorocaba, nasceu Joaquim Marques Ferreira Braga, o Dr. Braguinha, 23 de Novembro de 1872.
Ele tinha fama de bom orador, batalhando em defesa dos humildes e dos operários, ficando conhecido popularmente como Dr. Braguinha, também referência a sua baixa estatura.
Em 1892 (20 anos) ele cursou as primeiras letras em Sorocaba e, em 1892 formou-se em direito em São Paulo. Retornou a Sorocaba com grande prática advocatícia e fama de bom orador em 1898 (26 anos).
Braguinha tinha muita influência na cidade, em outubro de 1903 formou uma comissão visando a realização de uma exposição municipal dos produtos que deveriam ser enviados SP e depois S. Louis, que se reúneu no Gabinete de Leitura.
Francisco Loureira, uma das figuras mais proeminentes da política sorocabana rompeu com o partido Liberal levando consigo o Dr. Braguinha e Antonio de Oliveira em 1907. No ano seguinte, seu pai, Antônio José Ferreira Braga falece em São Paulo, no Hospital do Isolamento, onde fôra tratar de um netinho, atacado de varíola.
A ILUMINAÇÃO PÚBLICA E OS IRMÃOS LACERDA
Em 1895 os irmãos João e Vicente Lacerda assinaram contrato com a Câmara Municipal para fornecer iluminação pública. Segundo registrou Aluísio de Almeida no livro "Sorocaba, 3 séculos de história", eles montaram, com materiais da Inglaterra, uma usina a vapor, com motor a lenha e gerador, num barracão no quintal do sobrado onde moravam, no Largo do Rosário.
A iluminação elétrica da cidade ocorreu pela primeira vez em setembro do mesmo ano, durante a festa do Divino.
Neste mesmo ano, em agosto, a - Sede do Jornal A Voz do Povo é atacada [1] Dizem que os principais autores do crime são: o suplente do delegado de polícia Antonio Antunes de Souza Ribeiro, Antonio da Silva Oliveira, Joaquim Pires, João Padilha de Camargo, Adolpho Exel e João Bazilio de Oliveira.O que teria motivado o ato infame teria sido o fato de terem iluminado e embandeirado a frente do prédio em manifesto a liberdade do dr. Ferreira Bragua, pai de Braguinha.
CRÍTICAS AOS IRMÃOS LACERDA
Em 1898, mesmo ano que Braguinha retornou a Sorocaaba, Câmara teve que conceder ajuda financeira para que os Lacerda conseguissem terminar as obras após o vencimento do prazo.
Em julho a Câmara deu prazo irrevogável de mais um mês para que a iluminação da cidade fosse instalada, o que não foi cumprido. Novamente, em agosto, a Câmara concedeu mais 3 meses de prazo, remarcando a inauguração para janeiro de 1900.
Em dezembro o jornal 15 de Novembro questiona “o que tem feito os Lacerda" e o andamento das obras. Em em julho o Dr. Braguinha, como advogado da Câmara, conseguiu romper contrato com irmãos Lacerda e a liquidação dos obras deixadas por eles.
Os Lacerda argumentaram até o final que o contrato de iluminação não era específico quanto ao fornecimento da eletricidade necessário para a execussão do mesmo.
Foi somente em 1905 que Bernardo Lichtenfels (imagem 2 e 3) deu continuidade as obras deixadas pelos irmãos Lacerda. Foi ele quem trouxe os primeiros automóveis á Sorocaba por volta de 1904 (imagem 3).
A IMPRENSA E O ASSASSINATO
Um ano antes do assassinato, em 20 de junho de 1910, ocorreu a “Chacina Sangrenta” . De um lado estavam os manifestantes, liderados pelo Dr. Braguinha, que fora atingido no chapéu por um tiro, disparado pelos seus opositores, vindo do edíficio que abrigava o antigo "Clube dos Atiradores" e sede do Jornal Cruzeiro do Sul.
Durante o ano do assassinto (1911) o Jornal Cruzeiro do Sul afirmou, em suas publicações, que Braguinha havia alterado o contrato para prejudicar os irmãos Lacerda. João Lacerda estava na sede do jornal antes de atirar contra o advogado da Câmara no dia 29 de setembro de 1911.
João Lacerca foi preso na Cadeia localizada na esquina da Rua São Bento c/ a rua Padre Luiz. Em 1912, um amigo de Aluísio de Almeida, subindo pela porta, lançou um olhar para o preso da direita, o infeliz João de Lacerda, que lhe disse: "Nunca me viu?
João Lacerda foi condenado á 28 anos pelo assassinato do Dr. Braguinha em 1913, tendo cumprido apenas 18 anos, foi libertado em 1931.
Antônio José Ferreira Braga* Data: 01/01/1865 Créditos/Fonte: Crédito/Fonte: Jornal O Malho 01/01/1865
ID: 2668
O "Dr. Braguinha" aos 39 anos Data: 01/01/1911 Créditos/Fonte: Crédito/Fonte: Jornal O Malho 01/01/1911
ID: 6550
EMERSON
27/07/1900 ANO:61
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foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]