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autor:12/01/2024 19:05:13
Lido o testamento de Belchior Dias Carneiro, supõe-se, já falecido durante a última bandeira

FEV.
01
HOJE NA;HISTóRIA
168

    fevereiro de 1609, domingo
    Atualizado em 23/10/2025 15:41:05
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No mês de março -dêsse· t) 1607, notava-se que a atividade. U irrequieta da gente de São Paulo.. tt recrudecia, com Belchior Dias .·:i e . ~. l: ~ arne1 ro, que então fazia o seu·. --~ testamento ("Inventários e Tes-:::. fj tamentos", vol II. pág. 114).f ~ ~ Sabemos isso porque vimos um·. ~ ~ documento, datado de fevereiro ,! ~ de 1609, no qual se diz que, êle· 2; estava arregimentando cêrca de,lô... :!(4-7·A) Parece que Diogo de Quadros nlo tinha parentesco algum com Bernardo· · ~ S de Quadros Iniciador em S. Paulo da estirpe tratada 1cnealógicamcnte por Silva Leme. Meio século de bandeirismo 89"corenta 9u cincoenta homens branquos com os quaesforão mta. parte dos índios desta vila e gastarão ládous anos, e não são chegados ainda e os que chega-·rão trouxerão mto. gentio ... e aqu estava hu mãdadodo capitão gaspar conqrº que luogo se aprezentou emque manda toda a jente da jornada trazida comformeprovisão de sua magestade por belchior carº _do ser-!ão ... ", vol. II, pág. 235), (4S).Essa empreitada de caça aos índios foi para os"bllreiros", conforme se vê do seu inventário ("Inventários e Testamentos", vol. II, págs. 196 e 197), que,no rói de dívidas do finado, tem os seguintes trechos elucidativos:

"Mais a meu sobrinho Domingos Fernandes, um capote de crize azul para dar ao , principal dos BILREIROS".

E adiante:

" ... e mais um facão para lhe comprar uma peça dos BILREIROS, a qual peça elle tem em seu poderpornome Guagaróba". \: Eis, pois, a convicção de que Belchior Carneiro,em 1607, demandou os bilreiros.

Entre os companheiros de Belchior, conseguf identificar os seguintes. cap. Belchior Carneiro ( cabo datropa), Antônio Raposo-o-Velho (imediato), João Moreira, Manuel Ribeiro Boito, Pascoal Delgado, Manuel Rodrigues, Mateus Luiz Grou, Luiz Eanes Grou,Matias Gomes, Manuel Requeixo, Estêvão Raposo, Domingos Barbosa, Miguel Gonçalves, Jerônimo Gonçalves e Lourenço Cabreira:(48) A bandeira de Belchior esteve 21 meses, ou 630 dias, fora do povoado. Andando na razão de 3 qullõrnetrot por dia, temos que eladeveria ter ido a J .890 qutlõmetros, longe de S. Paulo, o que abranelao Oualr6, contando o percurso Ida e volta. \.90 Alfredo Ellis JuniorO falecimentq ~e Belchior deu-se em Junho de1608, tendo assumido o comando da expedição Antônio Raposo-o-Velho, chefe da estirpe !1umerosa dosRaposo Bocarro, - que Silva Leme anah_sa no,,vol. IIIde sua monumental "Genealogia Pauh~tana , - omesmo que, em 1601 , fôra armado cava~crro _POr DomFrancisco de Sousa e que aportara a Sao Vicente em1583, na armada de Flõres de Valdez (49), (40) A respeito dbse povoa.dor, nslm se expressa Carvalho Fran- co, Joc. clt., pjg, 27 : 1 "Antônia Ra1w,10 fn/ um dn& mal.~ prt1/an1t,1 cnmp,!n ,,tro& dt! Dom Francl.,co de Snu. ao Brasil na armada dt Diogo F/6rcs de Valder, sendo deixado em Santns, afim de .•ervlr no forte da barra. "Casou-se cnm D. Isabel de Gols, e q11ando D. Francisco chtfl0U a S60 Paulo, acompanhntt-o " a srrra dr Blrarna/Ja r Cahatlva e B/luruna,com stta pr.,sna e escravo., e depois dl$/o me acompanhou ds minas de011ro de /arag11d e depois dl.•to tendo eu aviso que na barra desta Capitania andavam al,:!uns Inimigo,• corsarlns e Indo eu de socorro ao porto e vllla de Snnt
transcricao

"Casou-se com D. Isabel de Gois, e quando D. Francisco chegou a São Paulo, acompanhou-o a serra de Biraçoiaba e Cahativa e Bituruna, com sua pessoa e escravos e depois disto tendo sido avisado que na barra desta capitania andavam alguns inimigos corsarios e indo eu de socorro ao porto e vila de Santos me acompanhou sempre com sua pessoa e armas e escravos e tornando eu outra vez de socorro a tomar uma urca holandesa que no dito porto estava, me acompanhou sempre na dita tomada e, outrosim quando voltei terceira vez a fortificar o porto e a vila de Santos entre esta e outras vezes me acompanhou até eu tornar a esta vila de São Paulo.



\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\8199icones.txt



Belchior Dias Carneiro*
Data: 01/01/1600
Créditos/Fonte: geni.com/people/Belchior-Dias-Carneiro/6000000024046364617
01/01/1600


ID: 5371


Meio Século de Bandeirismo
Data: 01/01/1948
Créditos/Fonte: Alfredo Ellis Junior
Página 89(.242.


ID: 5915


Meio Século de Bandeirismo
Data: 01/01/1948
Créditos/Fonte: Alfredo Ellis Junior
Página 90(.242.


ID: 5916



EMERSON


01/02/1609
ANO:99
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]