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   1 de agosto de 1628, terça-feira
Formada a maior bandeira até então organizada, com destino ao Guaíra
      Atualizado em 25/02/2025 04:40:19

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O mapa atribuído a Gusmàn, autor da "Argentina", e exumado do Arquivo das Índias de Sevilha por Zeballos, parece ter sido feito entre 1606 e 1608, segundo me informa Sérgio Buarque de Holanda, baseado em Paul Groussac.

É uma fonte interessantíssima para o estudo do povoamento do sul do Brasil. Particularmente vêem aí mencionadas três vilas: São Vicente, São Paulo e São Felipe.Esta última é a antiga Itapebussú, para onde se haviam mudado os primitivos povoadores trazidos ao Araçoiaba por D. Francisco de Souza no fim de 1599. Ao lado está a inscrição: "minas de ouro no Brasil".

Uma vista rápida sobre esse mapa nos mostrará as reduções do Guairá em frente a Sorocaba. E o rio Sorocaba incrivelmente afluente do Paranapanema! E, pior, da margem esquerda.O fazedor da carta geográfica interrogou viajantes, estes disseram: De São Felipe chega-se ao Paraná, pelo Paranapanema. Mais que depressa, o rio de Sorocaba passou a cair no Paranapanema. Uma verdade que se abusou...O caminho das bandeiras que destruíram o Guairá só podia ser esse mesmo peabirú, depois estrada de tropas com encruzilhada em Itapetininga. [Sorocaba e os castelhanos. Diário de Notícias, 01.09.1940. Página 13. Aluísio de Almeida]

As Bandeiras tinham três marcos para pontos iniciais de suas penetrações: Parnaíba, Cotia e São Roque, pois esses lugares com serras já possuíam caminhos de penetração, ainda que rudimentares.A explicação da escolha dessa rota é simples: os primitivos habitantes, nômades por excelência, usavam o dorso das serras para suas procuras de vendas litorâneas. Eram os "peabim" (caminhos de índios).

Nesse triângulo de sede de partidas de Bandeiras, havia as serras de São Francisco, contraforte de Paranapiacaba e pequenas serras de penetrações curtas. A Bandeira que partiu em 1618 encontrou em Cotia dois "peabim", sendo o da direita (São Francisco) e mais para a esquerda a extensão de Paranapiacaba que alcançava Una e avançava rumo ao litoral atlântico.

O caminho de São Francisco, mais extenso, tinha já em Itapeva (Pedra Chata) um preador de índios, Brás Esteve Leme, que se fixara na região, caçando índios, num ponto estratégico de passagem desses pelo "peabim".A curta extensão de peabim que seguia até Una, por assim ser, não tinha continuidade ou ligações que levassem os nômades primitivos até o litoral do Paraná, Santa Catarina, etc. O caminho seria a serra de São Francisco, mas ali já havia um branco caçando e aprisionando.

Em função disso, o "peabim" rumo a Una servia como fuga e desvio temporário do implacável caçador Brás Esteve Leme.Os Bandeirantes que partiam de Cotia para São Roque fundaram Sorocaba. Os que fizeram a rota de Cotia, serra de São Francisco alcançaram até Cuiabá, fundando esta Cidade. Mas no caminho de partida de Cotia, as serras de São Francisco e o contraforte de Paranapiacaba formavam um gigantesco "v", cujo interior era um enorme lago. (Y Una Noiva Azul “História do Município de Ibiúna”, de José Gomes. 17.05.2021, Marcos Pires de Camargo) [0]

Saída de São Paulo em agôsto de 1628 ( ou em 18 de outubro dêsse ano, segundo Basílio de Magalhães, loc. cit.), deveria estar, dois meses e meio depois, ou sejam 75 dias ·depois, a cêrca de 750 quilômetros de São Paulo, si cuidarmos que, as bandeiras andavám 10 quilômetros por dia, ou sejam quaseduas léguas. [1]

A confirmar essa minha suposição, temos tambémum documento paulista, que me parece peremptório.É o testamento de Jerônima Fernandes, mulher deBaltasar Gonçalves Málio, que foi parte integrante dabandeira de Mateus Grou, várias vezes assinalado noinventário de Luiz Eanes, feito em janeiro de 1630 [2].

Eram quase todos os homens adultos da Vila de São Paulo estavam armados para investir contra o sertão. Eram novecentos brancos e 3.000 índios, formando a maior bandeira até então organizada, com destino ao Guaíra.

Raposo Tavares participa enquanto imediato de sua primeira bandeira, chefiada por Manuel Preto, com um efectivo de cem paulistas e 2 mil índios auxiliares.

Esta expedição, dividida em quatro companhias, rumou para a Província do Guaíra, situada na parte oeste do atual Estado do Paraná

Cristãos-novos eram os líderes, mas as expedições paulistas atraíam praticamente todos os homens adultos da região.

A viagem liderada por Manuel Preto, tendo Antônio Raposo Tavares como imediato, em 1628, reuniu 900 súditos da Coroa portuguesa, brancos ou, principalmente, mamelucos.

Só ficaram para trás os idosos e não mais do que 25 homens adultos em condições de empunhar uma arma.

Muitas autoridades participaram da expedição, incluindo Cristóvão Mendes, ouvidor da vila de São Paulo, Brás Leme, Amador Bueno e seus filhos, e o juiz da vila de Santana de Parnaíba, Pedro Álvares.

Entre os viajantes, estavam 54 famílias de origem judaica, incluindo bandeirantes com sobrenomes Paiva, Mendes, Fernandes, Furtado, Grou, Pedroso, Quadros e Souza.

Ao longo do percurso, mais de 2 mil indígenas foram presos e 13 missões jesuíticas, reviradas.

Num momento em que o Tratado de Tordesilhas não estava em vigência — Portugal fazia parte da Espanha —, sair de São Paulo e chegar às proximidades de Buenos Aires, destruindo todo o trabalho missionário dos espanhóis, representava uma provocação direta ao reino da Espanha. [0]



Croqui do Peabiru na América do Sul
Data: 01/01/2012
Créditos/Fonte: Andressa Celli
Baseado em: Bond, 2011(mapa


ID: 6202



 Fontes (6)

 1° fonte/1910   

Jornal "A Republica", de Curitiba
Data: 1910


 2° fonte/1972   

Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo*
Data: 1972

Partiu de São Paulo, em agosto, a grande expedição de Raposo Tavares contra o Guairá. Constava de quatro companhias, uma das quais sob seu direto comando e as outras chefiadas por Pedro Vaz de Barros, Brás Leme e André Fernandes, de Parnaíba, respectivamente.

A de Raposo Tavares tinha por alferes Bernardo Sanches de Souza e como sargento-mor Manuel Morato Coelho. Comandava a vanguarda Antônio Pedroso de Barros e a retaguarda Salvador Pires de Mendonça. Formando sistema com esta expedição existia outra tropa com Mateus Luís Grou à frente.

Eram todos conhecidos como intrépidos sertanistas, e exímios apresadores de nativos. Comandavam brancos, mamelucos e nativos.

Seguiu a expedição pelo velho caminho nativo do Peabiru (ou caminho de São Thomé) que levava aos Campos Gerais: Pinheiros, Apotribu, Quitaúna, Barueri, Araçoiaba, Pequiri, Iguaçú...

Nos campos do Iguaçú, ultrapassando o Tibagi, a vanguarda da expedição levantou paliçada nas vizinhanças de redução de Encarnação. E ali permaneceram em sondagens, sem atacar, como em armistício, durante 4 meses (outubro de 1628 a fevereiro de 1629).


 3° fonte/2010   

“Europeus e Indígenas - Relações interculturais no Guairá nos séculos XVI e XVII”. Mestrado de Nádia Moreira Chagas, Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - MESTRADO
Data: 2010


 4° fonte/2019   

“Raposo Tavares: A vingança de um judeu”, Aventuras na História
Data: 2019

Antes desses incidentes, entre 1628 e 1629, uma expedição que partiu de São Paulo varreu todo o esforço missionário na região que atualmente compreende Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Desrespeitando o Tratado de Tordesilhas, os bandeirantes definiram o tamanho do Brasil. Nessas incursões — nas quais amaioria da tropa era composta de índios ou mestiços — faziam outros índios de escravos. Seus alvos não eram apenas aldeias sem contato, mas também missões e suas “ovelhas”, que já eram treinadas no trabalho agrícola.

Cristãos-novos eram os líderes, mas as expedições paulistas atraíam praticamente todos os homens adultos da região. A viagem liderada por Manuel Preto, tendo Antônio Raposo Tavares como imediato, em 1628, reuniu 900 súditos da Coroa portuguesa, brancos ou, principalmente, mamelucos. Só ficaram para trás os idosos e não mais do que 25 homens adultos em condições de empunhar uma arma. Muitas autoridades participaram da expedição, incluindo Cristóvão Mendes, ouvidor da vila de São Paulo, Brás Leme, Amador Bueno e seus filhos, e o juiz da vila de Santana de Parnaíba, Pedro Álvares. Entre os viajantes, estavam 54 famílias de origem judaica, incluindo bandeirantes com sobrenomes Paiva, Mendes, Fernandes, Furtado, Grou, Pedroso, Quadros e Souza.

Ao longo do percurso, mais de 2 mil indígenas foram presos e 13 missões jesuíticas, reviradas. Num momento em que o Tratado de Tordesilhas não estava em vigência — Portugal fazia parte da Espanha —, sair de São Paulo e chegar às proximidades de Buenos Aires, destruindo todo o trabalho missionário dos espanhóis, representava uma provocação direta ao reino da Espanha. O bispo da cidade argentina, aliás, enviou uma carta ao papa, em setembro de 1637, lamentando as ações dos portugueses: “En el Brasil ay una Ciudad (sugeta a um perlado que nos es bispo) que se llama San Pablo, en esta se han juntado um gran numero de hombres de diferentes naciones, ingleses, olandeses y judios, que haciendo liga com los de la tierra como lobos rabiosos hazem gran estrago em el nuevo rebaño de Vuesa Santidad”.

Nos relatos dos religiosos, é difícil distinguir lendas de afirmações verídicas — foi só no século 20 que surgiram os primeiros trabalhos questionando a imagem, criada pelos jesuítas, de que os bandeirantes mais pareciam demônios do que pessoas. As cartas dos jesuítas costumavam afirmar que os paulistas “eram cristãos e agiam como judeus” e todos estavam “infeccionados de judaísmo”.

A acreditar num documento produzido pelo padre da Companhia de Jesus Francisco Crespo, escrito entre 1631 e 1636 para o rei da Espanha, Raposo Tavares teria sido questionado sobre suas ações e respondido que agia “pelo título que Deus lhes dava nos livros de Moisés”. Seria uma confissão clara de prática de judaísmo, declarada por um bandeirante famoso por não aceitar padres em suas viagens nem permitir que os doentes parassem em vilas para pedir a alguma autoridade religiosa o sacramento da extrema-unção.


 5° fonte/2022   

Os Campos Bicudos da “Casa” de Suzana Dias. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia n.º 22 (Consultado nesta data)
Data: 2022


 6° fonte/2022   

“Caminho das Tropas”, Consultado em Wikipédia
Data: 2022

Em 1954, essa rodovia passou a ser administrada de forma independente do trecho que, de Itapetininga, prosseguia ao Paraná, e recebeu o nome de Raposo Tavares, em referência ao fato de que, em 1628, sua expedição percorreu esse caminho (que na época correspondia ao braço principal do antigo caminho indígena do Peabiru, que ligava a atual São Vicente ao Paraná e ao Paraguai), rumo às reduções jesuíticas do Guairá, com a finalidade de captura e escravização de índios, tipo de ação que os historiadores do século XIX passaram a denominar "desbravamento".



[2293] Jornal "A Republica", de Curitiba
25/01/1910

[26884] Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo*
01/08/1972

[27985] “Europeus e Indígenas - Relações interculturais no Guairá nos séculos XVI e XVII”. Mestrado de Nádia Moreira Chagas, Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - MESTRADO
01/01/2010

[28299] “Raposo Tavares: A vingança de um judeu”, Aventuras na História
22/08/2019

[27099] Os Campos Bicudos da “Casa” de Suzana Dias. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia n.º 22 (Consultado nesta data)
04/09/2022

[27110] “Caminho das Tropas”, Consultado em Wikipédia
04/09/2022


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