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Organizando a História

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Cruzeiro do Sul publicou um artigo no qual dizia que as instalações do Ginásio eram acanhadas e os alunos obrigados a ficar na rua durante o recreio por falta de espaço
9 de outubro de 1928, terça-feira ver ano
  

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Pode ter sido intencional porque a precariedade das instalações era um dospontos em que os situacionistas se apegavam para criticar a escola: em 28 deoutubro daquele ano, quase seis meses depois de iniciadas as aulas, o Cruzeiro doSul publicou um artigo no qual dizia que as instalações do Ginásio eram acanhadase os alunos obrigados a ficar na rua durante o recreio por falta de espaço. Novemeses antes, ao noticiar a decisão da Câmara de suspender a aplicação da Lei 204(edição de 28 de janeiro), o jornal já havia antecipado esse tema, em um artigo emque dizia ter sido sensata a decisão da edilidade, pois, sem recursos, o municípioadiava a instalação do Ginásio ou corria o risco de criá-lo em “moldes acanhados”,deficiente, até com prejuízos dos méritos do corpo docente. Essa última afirmaçãomexeu com o brio de alguns professores e alimentou uma longa polêmica. Oprofessor Renato Fleury, em um pronunciamento no qual defende que o ginásiodeve ser feito como for possível, “modesto ou primando pelo luxo”, afirmou:Quanto aos prejuízos até dos méritos do corpo docente, além de ofensivaessa afirmação oriunda, por certo, de cochilo – não posso crê-la intencional– demonstra uma desoladora falta de noção do valor de uma escola, aindaque, em pleno século XX, instalada com a evangélica pobreza daquelahumilde escola de Anchieta, semente fecunda de cuja pujante deiscênciabrotou Piratininga,





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